A importância da cultura popular na construção e na valorização da história brasileira

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    Acarajé, canjica, cururu, feijão-verde, vatapá, artesanato, carnaval, candomblé, ... Por que será que esses elementos são tão diferentes mas interligam-se? Todos eles carregam um pouco da cultura, da história brasileira e valorizam a nossa identidade, tornando a nação altamente cultural. 
     As festas populares de rua que acontecem em Salvador e em Recife, mais conhecidas como carnaval, são consideradas mundialmente as melhores festas abertas do mundo, porque reúnem várias histórias do país em uma extensa avenida. O axé, o samba, até mesmo o funk, foram criados em território brasileiro. Há também outra criação puramente brasileira que é o folguedo tradicional alagoano, conhecido como Quilombo, e se resume em uma dramatização dos escravos que buscaram um local seguro para se protegerem na época da escravidão, onde reuniu um grande número de fugitivos na Serra da Barriga, o que formou os Quilombos dos Palmares. 
    Outro aspecto que é extremamente importante na história do país é a culinária. As receitas mais conhecidas são as do nordeste por terem uma característica única. Apimentadas, gordurosas, geralmente com origem animal, como a buchada de bode, por exemplo. Porém, o arroz e feijão também se enquadram em nossa matriz. 
    No entanto, o que predomina juntamente com a culinária, com a cultura da dança e do teatro, é a religião. Ainda em Salvador ocorre uma festa para Iemanjá, dia 2 de fevereiro, localizada no Rio Vermelho, onde moradores da região e turistas levam flores, perfumes, fazem orações e celebram em agradecimento à Rainha do Mar.
    Todos esses elementos são de extrema importância para que o Brasil seja visto de uma forma exclusiva. A cultura é basicamente o Registro Geral (RG) de um país, com sua ausência fica impossível de  identificar, criar raízes com o passado e marcar a história de uma nação. Pois tudo o que vestimos, comemos, falamos, pensamos atualmente, tem uma pegada do passado que nossos antepassados deixaram de herança. 
    Portanto, para que a desvalorização não continue ocorrendo é preciso que a sociedade em geral procure visitar museus, ler livros, participar de movimentos culturais de dança, literatura, artesanato, e que o governo do Estado implante nas escolas a história do Brasil mais afundo através de filmes, apresentações teatrais, onde possam ensinar a cultura do país, como a sociedade vive, do que vivem, ou seja, que despertem a curiosidade e a vontade de conhecer todos os territórios, e que se interessem em viver outros costumes para que assim se identifiquem com a diversidade ampla que os brasileiros têm a oferecer.