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    Na confluência entre os ideais capitalistas e o processo de globalização, as tradições nativas vêm perdendo espaço para uma cultura de massa. Diante disso, surge a necessidade de preservar o legado popular brasileiro, que é fundamental na formação da identidade nacional. Contudo, o contínuo crescimento da famosa Indústria Cultural e o preconceito com a herança das minorias sociais dificultam esse processo.
      Observa-se, primeiramente, que o desenvolvimento dos meios de comunicação acaba contribuindo para a supressão dos costumes tradicionais. De acordo com Theodor Adorno, filósofo que cunhou o termo Indústria Cultural, a arte é homogenizada e vendida pelos grandes empresários, sobretudo, através das mídias. Desse modo, a complexa cultura nacional não consegue concorrer com a simples criada para alcançar o máximo de indivíduos. Consequentemente, aquela acaba sendo menosprezada pela população.
         Verifica-se, ainda, que há uma marginalização, por alguns segmentos da sociedade, do legado, principalmente o afrodescendente, deixado pelas minorias. Na maioria dos casos, é o desconhecimento que faz alguns cidadãos desvalorizarem o papel desses indivíduos como sujeitos ativos na formação da nossa história. Além disso, é importante destacar que a mídia brasileira investe pouco na difusão dessas heranças, e algumas vezes acaba reforçando estigmas, como a associação de religiões de origem africana à ''macumba''.
         Depreende-se, portanto, que a identidade brasileira é construída através de costumes do passado, que são constantemente remodelados. Assim, é preciso criar mecanismos que perpetuem essas tradições típicas da nossa nação. Cabe à mídia, apresentar à população as verdadeiras histórias, ritmos e cores que compõe o país, ao invés dos distantes padrões impostos pela cultura capitalista. Ademais, é papel do Terceiro Setor e das Escolas, criar espaços de discussão sobre a heterogeneidade brasileira visando semear o respeito entre os cidadãos.