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    Em 2005, foi lançada no Brasil a revista RAIZ., resultado de uma parceria com o Ministério da Cultura e o Programa das Nações Unidas de Desenvolvimento. Esse projeto consegue divulgar as formas mais legítimas da cultura brasileira em um espaço dominado pela estigmatização e manutenção da cultura de massa. Esse avanço na questão da acessibilidade à informação de qualidade colabora na construção do reconhecimento da diversidade cultural no Brasil e seus amplos aspectos na sociedade.
          A história da construção sociocultural brasileira, é marcada pela miscigenação populacional entre europeus,africanos e índios, o que resultou em uma acumulação de elementos culturais diversos. Desde as comemorações festivas, como o carnaval que é uma herança da colonização portuguesa, até as criações folclóricas, em sua maioria inspirada nas lendas indígenas, o Brasil conseguiu,  em um movimento de antropofagia cultural, enriquecer a sua identidade, e cabe a sociedade preserva-la como conhecimento geral.
         Seja em revistas mais contemporâneas, como a RAIZ., ou em manifestos do movimento Tropicália nos anos 60, a diversidade cultural é constantemente colocada em discussão, evidenciando a necessidade de valorização e manutenção das atividades essencialmente humanas. A UNESCO, por exemplo, tem um papel de garantia de preservação ao declarar patrimônios materiais e imateriais. Em suma, existem importantes agentes institucionais que trabalham a favor da permanência cultural popular.
         Cabe também às instituições escolares, universidades e meios de comunicação a responsabilidade de oferecer acesso à informações de qualidade, visando a educação social. A valorização cultural local deve ser incentivada pelas secretarias de cultura e educação por meio de programas públicos, como teatros e apresentações musicais e de dança. A herança existe, e valoriza-la é garantir o gosto pela identidade patrimonial.