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    O Brasil é amplamente conhecido como um país miscigenado, composto de variados povos e culturas. A representatividade desses grupos, contudo, se mostra extremamente desigual, o que compromete a valorização da história nacional de maneira justa. Fatores de caráter social e educacional expressam a relevância da cultura popular nesse cenário.
        É importante pontuar, de início, as consequência da desigualdade ainda vigente no país. Com menos de 150 anos do fim da escravidão, os negros ainda não conseguiram conquistar o seu devido espaço na sociedade. A falta de oportunidades e de uma preocupação com a inclusão social marginalizam esse grupo e minimizam a sua importância cultural. Tal fato pode ser ratificado a partir dos inúmeros casos de racismo e intolerância religiosa denunciados constantemente. Sem o reconhecimento desse povo, fundamental para a formação e estruturação desse país, é impossível se construir uma história nacional coerente, o que compromete o presente e o futuro brasileiro.
        Outrossim, tem-se a formação eurocêntrica proposta pelas escolas brasileiras. À guisa de Kant, o ser humano é aquilo que a educação faz dele, e os futuros cidadãos brasileiros são preparados com uma visão parcial da história do seu país. O estudo acerca da formação nacional ensina um protagonismo europeu, em detrimento das participações nativa e africana. Nem mesmo com a lei 10.639/03, por exemplo, asseguram uma equidade acadêmica na representação dos povos que compõem a diversidade nacional.
        É inegável, portanto, a relevância de fatores sociais e educacionais na temática supracitada. Nesse viés, é dever da sociedade, em parceria com os movimentos sociais, pressionar os governantes eleitos para a tomada de medidas de inclusão das minorias sociais. Tal proposta deve ocorrer a partir de manifestações nas redes sociais e nas ruas, a fim de diminuir a desigualdade e dar voz às diversas culturas presentes em território nacional, incluindo essas no currículo das escolas do país.