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    A Globalização, processo que teve início a partir do século XV com a Expansão Ultramarina, foi crucial para o encurtamento de distâncias no mundo. Mais de meio milênio depois, o fenômeno ainda se expressa de forma inerente à sociedade contemporânea, sobretudo, brasileira, que cada vez mais demanda por educação em um território tão vasto e em ascendente necessidade de integração, cabendo, dessa forma uma reavaliação estrutural coletiva acerca dos moldes educacionais. 
           Fundamentada pelo princípio de igualdade deixado pelo Iluminismo, a Constituição de 1988 trata a educação como direito social. A democratização do ingresso acadêmico, entretanto, era favorável apenas à uma pequena elite concentrada próximo às grandes metrópoles. Com a popularização tecnológica, o ensino à distância ganha uma expressiva identidade e importância no cenário nacional, uma vez que torna a educação mais inclusiva, não somente por abranger camadas mais populares e longevas, mas também por reduzir distâncias, tempo, custos, e, principalmente, por inserir mais pessoas no mercado de trabalho especializado. 
        Em contrapartida, a falta de tato entre estudantes e a estrutura tradicional de ensino pode ser motivo de deficiência no aprendizado. No Brasil, o modelo educacional que se faz presente na maior parte da trajetória escolar é coletiva e presencial, o que possivelmente implicaria na falta de adaptação à autonomia e autodidatismo necessários para o ensino à distância, haja visto que o sistema não prepara o aluno para corresponder a estes requisitos, além de uma grande parte do conhecimento ser passível de construção apenas através da troca de experiências e assimilação de situações cotidianas. 
           Evidencia-se, portanto, a necessidade de estímulo, pelo Ministério da Educação em consonância com os governos estatais, às instituições que oferecem ensino superior à distância como opção válida de formação, a exemplo do Consórcio Cederj (Centro de Educação Superior a Distância do Estado do Rio de Janeiro), a fim de tornar mais acessível o ingresso acadêmico por meio de investimentos públicos. Além disso, cabe à escola o papel de principal incentivador de hábitos caseiros de estudo, através de maiores cobranças, para o desenvolvimento de uma maior independência e preparo individual ao longo da formação básica e média. Dessa forma, será possível alcançar o bem comum, fortalecendo as bases que sustentam o país rumo ao progresso, com a redução de distâncias não somente físicas, mas também entre pessoas, instrução, e desenvolvimento cultural e intelectual.