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    A educação à distância é um importante instrumento advindo da progressão tecnológica, por conta da flexibilidade que fornece. A partir dela, não existe mais a necessidade da presença física do aluno ou professor em um ambiente como uma faculdade ou escola, já que o aluno recebe seus conteúdos “online” e organiza seus horários de estudo. Assim, os conteúdos fornecidos por esse serviço podem ser utilizados, por exemplo, por pessoas que moram em regiões onde não existe oferta de universidades ou determinados cursos. Contudo, a falta de acesso à internet em algumas regiões do Brasil e o modelo tradicional de educação são problemas que podem afetar a expansão do ensino à distância e a autoaprendizagem do aluno.
              Precipuamente, deve-se destacar que o Brasil ainda é um país que possui lares sem acesso à banda larga. De acordo com a Pnad, a Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios, realizada pelo IBGE, o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística, em 2016, existiam 21,2 milhões de domicílios sem internet, posto que grande parte se encontra na região Nordeste. Assim, as vantagens que a educação à distância oferece encontram uma barreira que impede sua oferta. 
                Outrossim, o modelo tradicional de educação, pautado na metodologia predominante da exposição verbal de conteúdos por parte do professor e a exigência que o aluno memorize formulas e assuntos, com o intuito de realizar exercícios em provas. Vale destacar, ainda, que a relação professor-aluno é marcada pela autoridade do primeiro em relação ao segundo, pois é ele quem detém o conhecimento acadêmico. Assim, o aluno torna-se passivo no processo de aprendizagem, algo prejudicial à autoaprendizagem, pois não é instigado ao debate e a pensar por si mesmo. 
              Em suma, como diria Sêneca, à educação se exigem os maiores cuidados, porque sobre ela influi toda a vida. Dessa maneira, o Ministério do Planejamento, Desenvolvimento e Gestão deve alocar investimentos de capital em regiões onde não há acesso à banda larga a fim de aumentar pontos de acesso à internet, algo que levaria a uma expansão da oferta de educação à distância. Além disso, o Ministério da Educação deve propor um modelo educacional que enfoque no desenvolvimento da autonomia de estudo do aluno. Logo, isso poderia ser feito por meio da realização de seminários e debates, ao invés das provas tradicionais, em disciplinas como filosofia e história, que seriam organizados pelos próprios estudantes. Assim, seria aperfeiçoada a capacidade de autoaprendizagem.