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    A Educação a Distância (EaD) é a modalidade de ensino que mais cresce no Brasil. Desde o seu reconhecimento legal para o ensino superior pelo Decreto N° 5622, em 2005, a EaD vem se mostrando uma alternativa viável para aqueles que não dispõem de plenas condições de cursar uma universidade presencialmente, já tendo alcançado 3,8 milhões de pessoas em todo o país, de acordo com a Associação Brasileira de Educação a Distância. Entretanto, apesar de suas vantagens, esse formato de ensino ainda enfrenta desafios infraestruturais e preconceitos que devem ser superados pela nação brasileira. 
          Em primeiro lugar, é necessário ressaltar o caráter democrático e pragmático da EaD. Segundo o pedagogo e pensador Paulo Freire, a educação deve ser maleável às necessidades de cada indivíduo ou grupo social. Nesse sentido, o ensino a distância faz-se extremamente eficiente para pessoas que almejam um diploma universitário, mas que possuem empecilhos socioeconômicos ou dificuldades de adequação de tempo ou deslocamento. Igualmente, a graduação a distância é uma alternativa consistente para aqueles que buscam uma pós-graduação, ou uma segunda formação, conciliando melhor os seus empregos com os estudos. 
          Conquanto apresente os benefícios supracitados, a EaD possui entraves. Segundo o Ministério da Educação (MEC), apenas 14% da oferta de cursos nessa modalidade provém de universidades públicas. Isso se deve, mormente, a insuficiências financeiras e tecnológicas referentes, por exemplo, a estúdios de gravação de aulas e a servidores de internet potentes, algo que deve receber maiores investimentos. Outrossim, o indivíduo que se gradua a distância ainda enfrenta considerável preconceito pelo mercado de trabalho, sendo muitas vezes subestimado segundo o argumento equivocado de que sua qualificação profissional não é tão completa quanto uma feita presencialmente.       Dessarte, tendo em vista a EaD como uma alternativa democrática e pragmática para o acesso ao ensino superior, é imperioso que as suas possibilidades sejam potencializadas. Para isso, urge que o MEC destine maiores verbas para essa questão nas universidades estaduais e federais, ou até mesmo realize parcerias com universidades particulares na questão estrutural, oferecendo um maior número vagas de EaD no ensino público, a fim de efetivar ainda mais o seu caráter democrático. Ademais, o MEC deve, também, promover uma maior fiscalização e classificação dos cursos a distância já existentes, dando maior credibilidade aos de qualidade reconhecida, com o fito de diminuir a desconfiança do mercado de trabalho quanto aos egressos dessa modalidade de graduação. Assim, o acesso universitário por esse formato se tornará ainda mais abrangente e consistente.