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    Segundo Glória Sterinem, jornalista estadunidense célebre por seu engajamento com o feminismo, "Lei e justiça não são iguais. E, quando não são, destruir a lei pode ser o primeiro passo para mudar isso". Ao longo dos séculos, o feminismo confronta leis patriarcais e luta pela equiparação de direitos sociais, políticos e jurídicos entre homens e mulheres. Entretanto, mesmo diante de muitas conquistas, o movimento feminista ainda possui alguns desafios a serem superados, como uma maior representação feminina nos espaços e a disseminação dos ideais do feminismo.
                     A mulher brasileira conquistou o direito ao voto em 1934 e atualmente representa mais da metade dos eleitores no Brasil. No entanto, se faz necessário uma participação ativa na vida política,  para que pautas relacionadas aos direitos das mulheres sejam apresentadas. Mesmo com a Lei de Cotas, que determina no mínimo 30% das vagas dos partidos para as mulheres, menos de 10% das cadeiras na Câmara dos Deputados são ocupadas por parlamentares do sexo feminino. Ou seja, apenas 45 deputadas representam as mulheres. À vista disso, o feminismo trava lutas para que seja possível a ocupação do espaço político e de muitos outros, apontando caminhos para um sistema mais inclusivo. 
                      Simone Beauvoir defendia que se não houvesse cúmplices entre os oprimidos, o opressor não seria tão forte. Diante disso, é de essencial importância a disseminação dos ideais do feminismo, para que as mulheres em geral se identifiquem com o movimento e possam levantar a bandeira da causa, e assim acabar com a reprodução do machismo enraizada pelo patriarcado. As mulheres devem entender que lutar pelo feminismo é lutar por si mesmas, e que essa luta garantiu diversas conquistas ao longo dos anos. 
                        Em virtude do que foi mencionado, é necessário que os mecanismos institucionais usados para incentivar a participação política das mulheres sejam integralmente cumpridos, por meio de fiscalização e penalidades em caso de descumprimento, visto que a representatividade feminina pode buscar efetivamente por igualdade e visibilidade nos diversos contextos sociais. Também é necessário que seja propagado os principais ideais feministas, na educação escolar e em campanhas veiculadas na mídia, para atingir todas as faixas etárias. É preciso que seja ensinado sobre sororidade, para que as mulheres se unam e fortaleçam a ação coletiva do movimento, e dessa forma, possam colocar em prática o empoderamento para lutar contra as opressões, desconstruir os papéis impostos e buscar equidade.