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    Na canção “Mulheres de Atenas”, Chico Buarque retrata o papel social das mulheres na Antiguidade Grega: elas não tinham voz, tampouco autonomia, eram tratadas como objetos e viviam para realizar as vontades dos maridos. Embora essa situação tenha melhorado, os inúmeros casos de violência e desvalorização sofridos pelo grupo feminino revelam que esse problema ainda possui fortes raízes, as quais somente o feminismo pode lutar para arrancá-las. 
          Em primeiro lugar, é importante ressaltar que, desde as primeiras civilizações, o machismo e o patriarcalismo estão presentes na esfera social e, principalmente, familiar. Isso faz com que atitudes totalmente misóginas, como assédios físico ou moral e estupros, sejam banalizadas na população em vez de serem veementemente repudiadas e punidas. Esse fato demonstra que, se essa situação não for revertida, a mulher continuará sendo tratada como o “segundo sexo” de Simone de Bauvoair, ou seja, um contraste com o forte e destemido homem. 
          Além disso, é de suma relevância destacar a depreciação sofrida pelo sexo feminino no âmbito econômico e político. Essa mazela ficou evidente na Primeira Guerra Mundial, quando as mulheres foram inseridas no mercado de trabalho e passaram a ter participação política, e perdura até hoje, mais de cem anos depois. Prova disso são os salários desiguais, a preferência pela contratação de homens e a diferença entre homens e mulheres na composição dos cargos públicos. Nesse contexto, o feminismo é primordial para o alcance da igualdade de gênero. 
          Fica claro, portanto, que o problema em voga é mais amplo e complexo do que aparenta. Para dirimir a situação, organizações não governamentais feministas podem pressionar os Três Poderes a direcionar uma maior parte dos recursos voltados à segurança para as delegacias da mulher, para contratação de psicólogos e criação de campanhas que incentivem as denúncias, a fim de que os crimes contra essa classe sejam punidos e as vítimas se sintam acolhidas e seguras. Ademais, os meios de comunicação de massa podem divulgar e esclarecer as dúvidas acerca do feminismo, seja por meio de comerciais educativos em TV ou panfletagem, com o objetivo de que a sociedade entenda a relevância da causa e a pratique. Somente assim poderemos dizer adeus às mulheres de Atenas.