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    A injustiça feita a um é uma ameaça a todos. O pensamento de Montesquieu nos permite refletir como, em nossos dias, a desigualdade entre homens e mulheres representa um problema a ser enfrentado pelo feminismo, um movimento pela luta dos direitos igualitários entre os sexos. Nesse sentido, convém analisarmos os principais motivos da importância do movimento feminista no Brasil.
          O patriarcado impregnado na sociedade é o principal motivo pela luta em prol do ideal feminista. Isso acontece porque, desde relatos históricos, mulheres são apresentadas como dependentes dos homens. Como, por exemplo, a declaração da Bíblia, livro mais lido do mundo, de que Eva é criada a partir da costela de Adão. Tal cenário faz com que a capacidade feminina seja subjulgada até hoje e, consequentemente, pessoas sofram injustiças perante ideias machistas sem fundamento.  
    
          Todavia que a CLT (Consolidação Das Leis do Trabalho), no artigo 461, garanta que trabalhadores com função idêntica devem receber salários iguais, proibindo qualquer distinção de sexo, nacionalidade ou idade, tais medidas, inquestionavelmente, não fazem jus com a realidade. De acordo com a pesquisa realizada por Marta Cavallini, mulheres ganham menos que os homens em todos os cargos e áreas. Em consequência desse dado, há a margem de até 54% na diferença salarial entre os sexos.
          Em suma, torna-se evidente que, para alcançar a igualdade, a luta feminista é árdua, porém necessária. Para que hajam mudanças na realidade atual, o Estado deve promover a justiça protegida por lei. Para isso, campanhas de conscientização dos direitos assegurados devem circular nos meios de comunicação, como a televisão. A partir da divulgação, o poder judiciário deve intervir com as devidas providências previstas pela Constituição. Espera-se, com tais medidas, que a sociedade tenha ciência de que o lugar da mulher deve ser respeitado, lado ao lado, mas nunca atrás.