A importância do movimento feminista na luta pelos direitos das mulheres

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    Quebra-cabeça social
          Na visão de René Descartes, considerado o Pai da Filosofia Moderna, "Não existem métodos fáceis para resolver problemas difíceis". Embora séculos tenham se passado desde a afirmativa, questões como os direitos das mulheres ainda são considerados grandes entraves difíceis de serem conquistados. É latente que esse cenário se agrava devido à violência contra o gênero, bem como a diferença de benefícios entre os sexos feminino e masculino, requerendo assim mudanças em caráter de urgência.
          Em primeira instância, é válido destacar que as mulheres sofrem com agressões, físicas e verbais, apenas por não apresentarem o cromossomo "y" no seu código genético. Segundo pesquisa realizada pela Secretaria de Políticas para Mulheres do Governo Federal, a cada 12 segundos uma cidadã é violentada. Tal violência, de acordo com o filósofo Jean-Paul Sartre, seja qual for a maneira em que se manifesta, é sempre uma derrota. Desse modo, os homens derrotam ao exprimir seu rancor e preconceito à moças inocentes que respeitam a igualdade entre os gêneros.
          Ainda convém ressaltar que as dificuldades femininas vão além do quesito social e ultrapassam para o aspecto salarial e econômico. Estudos comprovam que homens ganham mais em comparação à mulheres que ocupam as mesmas posições empregatícias. Isso posto, é indubitável que haja uma diferença entre os tratamentos entre os indivíduos simplesmente por haver um esteriótipo de "sexo frágil" em relação às mulheres. Dessa forma, surgiram os movimentos feministas que lutam pelos direitos da mulher e que foram importantes para a conquista de alguns, como o direito ao voto. Sendo assim, enquanto o segmento feminino estiver sendo excluído ou possuir menos privilégios que outras massas sociais, haverá a necessidade de reivindicação e conquista de novas garantias. 
          Fica evidente, portanto, a necessidade da conquista dos direitos da mulher. A começar pelo Ministério da Justiça, que deve elaborar medidas mais severas para punição de agressões às cidadãs, corroborando para queda de violências realizadas pelo sexo oposto. Ademais, cabe ao Ministério do Trabalho promover maior fiscalização nas instituições comerciais e financeiras, com o fito de garantir igualdade salarial entre homens e mulheres que ocupem o mesmo cargo, assim, haverá maior integração delas no mercado. Destarte, toda a nação brasileira poderá homologar com o ideal descartiano, adotando medidas práticas, porém eficazes; solucionando assim esse quebra-cabeça social.