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    Embora o movimento feminista, apenas, tenha se popularizado e difundido após 1960, é possível notar, com destaque após a Revolução Francesa, a luta pela conquista de igualdade de direitos entre homens e mulheres em todo o mundo. Contudo, na sociedade hodierna, questões de gênero ainda estão profundamente ligadas à desigualdades e preconceitos.
          No Brasil, o direito de sufrágio feminino só foi conquistado em 1932, sendo este ainda mediante autorização do marido, ou de modo censitário para viúvas e solteiras. Bem como, apenas em 2006 foi decretada a lei Maria da Penha, que promoveu, tardiamente, no Brasil, mecanismos para coibir a violência doméstica contra a mulher. Dessa forma, tais avanços nas pautas feministas mostram-se lentos e graduais, que, ainda assim, só foram possíveis com intensas lutas de grupos de resistência e movimentos feministas.
          Entretanto, apesar dos diversos esforços até então realizados, as mulheres ainda estão submetidas à desigualdades no trabalho e nas entrevistas de emprego, com salários, em média, 30% menores que do homem, apesar de realizarem as mesmas funções. Além disso, a sociedade, de maneira geral, pouco participa de tais movimentos, seja por falta de instrução ou engajamento, a pouca visibilidade dada às questões feministas continua sendo um grande obstáculo à ser vencido.
          Assim sendo, a fim de promover uma sociedade mais justa e igualitária, é imperioso a adoção de medidas que visem combater tais problemas. Cabe ao Governo Estadual em parceria com a escola promover um ensino fundamental transformador e capaz de manifestar, nos jovens, à luta pela igualdade entre homens e mulheres, ensinando a importância do feminismo no mundo, dando visibilidade ao tema. Bem como, cabe ao Governo Legislativo elaborar leis e enrijecer as já existentes, protegendo mulheres contra crimes de feminicídio, trabalhistas, entre outros. Por fim, a partir dessas ações, espera-se proporcionar uma sociedade, paulatinamente, mais justa e igualitária em direitos.