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    Revolução feminina
       Muito se discute sobre o movimento feminista e suas influências na população. Desde a antiguidade, a participação sócio-política da mulher era excluída, como o direito ao voto e as decisões no âmbito familiar, pelo patriarcalismo que caracterizava a sociedade. Infelizmente, tal comportamento ainda vigora na contemporaneidade, porém, disfarçado sob a falsa ideia de igualdade estabelecida pela Constituição Federal, mesmo com muitos direitos ja conquistados pelas mulheres. Assim, o feminismo busca desconstruir o padrão patriarcal da sociedade e garantir a igualdade de gênero.
         Nesse contexto, a violência contra a mulher torna-se preocupante pela grande incidência. Segundo a Secretaria de Políticas para Mulheres do Governo Federal, a cada 12 segundos uma mulher é vítima de violência - seja ela sexual, física ou psicológica - . Com isso, a mulher sente-se, evidentemente, mais exposta a esses risco quando sai de casa com roupas mais curtas, precisa andar tarde nas ruas ou quando, simplesmente, termina um relacionamento abusivo. Assim, o movimento feminista torna-se de extrema importância pois busca garantir a segurança e o exercício dos direitos desse público.
         Diante disso, a desigualdade de gênero ainda é uma das maiores lutas do movimento feminino. De acordo com o Banco Internacional Americano de Desenvolvimento (BID), 30% da mulheres recebem salários menores que os homens, além de possuírem menores oportunidades de empregos. Dessa forma, expõe-se que o país ainda não superou o patriarcalismo e a caracterização da mulher como frágil, incapaz e apta somente para cuidar de tarefas domésticas e dos filhos. De acordo com Mario Sérgio Cortella, o movimento feminista, ao contrário do machismo, buscar instalar na população a igualdade entre homem e mulher e tal objetivo necessita ser posto em prática. Logo, é indispensável falar do feminismo na sociedade contemporânea.
           Portanto, deve-se aumentar a proteção das mulheres e incentivar a igualdade de gênero. Para isso, é necessário que o Estado, por intermédio da polícia, possa atender todas as denúncias de violência contra a mulher, punindo o agressor com prisão inafiançável, para que as vítimas sintam-se mais protegidas. Além disso, a mídia deve incentivar o público feminino a buscar seus direitos e não aceitar a desigualdade, através dos comerciais e das novelas , que mostrem mulheres ocupando cargos que antes eram restritos ao sexo masculino, como policiamento, advocacia e medicina, para que vigore na sociedade a igualdade de direitos entre os sexos. Dessa forma, as mulheres das futuras gerações não precisarão mais lutar para garantir seus direitos e o fim da desigualdade de gênero na sociedade.