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    Barreiras na luta pelo respeito e igualdade 
          A posição de inferioridade que as mulheres ocupam em relação ao sexo masculino é reflexo de um passado de completa repressão dos seus direitos. Até o século XX, as mulheres eram proibidas de votar e, em caso de divórcio, eram excluídas da sociedade. Os direitos a educação de qualidade e ao trabalho eram concedidos apenas aos homens. Essa situação forçava a mulher a seguir regras impostas pela sociedade, sendo limitadas a pensar e se expressar conforme as normas. Submissões impostas pelo machismo fazem da mulher um objeto e, por isso, alvo de atrocidades como violências e limitação dos seus direitos.
          O Brasil ocupa o sétimo lugar no ranking de feminicídio no mundo. Esse dado demonstra o pensamento arcaico de que as mulheres são objetos e posses de terceiros. Há a ideia da violência romantizada, em que agressões são justificadas como forma de amor e relacionamentos abusivos são tidos como normais. Além disso, pesquisas mostram que a maioria da população feminina se sente desconfortável diante de uma cantada e vulnerável a outros tipos de violências, haja vista a cultura do assédio e do estupro que vigoram no país. 
          Ademais, mesmo com anos de lutas e reivindicações, há uma enorme discrepância entre os gêneros. Biologicamente, não há comprovações que tornem as mulheres inferiores aos homens. Contudo, a elas são destinadas os menores salários e reduzidas chances de emprego, já que, a capacidade de ser mãe é tida como um empecilho a sua produtividade. São também a menor bancada dos cargos políticos, fato que demonstra a limitação da população feminina nas decisões públicas.       Logo, a violência e a desvalorização da mulher ocorre devido ao machismo das instituições. Sendo necessário intensificar as lutas por seus direitos. Para isso é preciso, por parte do governo, melhorar as leis de proteção e torná-las mais severas e que a sociedade denuncie casos agressão ou atitudes suspeitas. O apoio familiar também é fundamental, visto que vítimas de violência tornam-se frágeis e inseguras. Para mais, o movimento feminista, aliado a mídia deve promover campanhas destinadas a empoderar cada vez mais mulheres, para que elas não sejam silenciadas como foram suas avós.