Envie sua redação para correção
    Mulher: Uma vítima e não culpada 
             Ao longo da história a mulher teve o seu modo de agir e pensar, pré-definidos pela sociedade, sofrendo: perseguições, violência, educação negada, etc... Após anos de lutas, em alguns países como no Brasil, a mulher dispõe de autonomia e direitos, porém esta salvaguarda de liberdade e emancipação não assegura à mulher mudança do pensamento social sobre a inserção dela na coletividade, tornando o feminismo uma resposta à herança cultural gerido desde os tempos da colonização. 
          Em uma primeira análise, na cidade Araxá-MG em 1815, Ana Jacinta de São José, conhecida como Dona Beja, era uma bela jovem de casamento marcado, conforme os costumes da época, o Ouvidor do Rei, Joaquim Inácio Silveira Motta, se encantou por sua beleza, a seu comando os Dragões assassinaram o Avô de Ana e a raptaram levando-a para Paracatú do Príncipe lugar em que o Ouvidor a fez de amante, quando retornou para sua cidade a sociedade não a viu como vítima, mas como culpada por seu infortúnio. Neste contexto, se observa o julgamento do grupo social da época. 
          Além disso, em 2016 na cidade do Rio de Janeiro, uma jovem de 16 anos sofreu abuso coletivo, obtendo as imagens da violência expostas nas redes sociais, analisando os fatos, embora os envolvidos tiverem sido incriminados, se presenciava pessoas condenando a jovem, responsabilizando-a pela sua desgraça. Á medida que houve evolução social em busca de igualdade de gênero, a ideologia que culpa a mulher pela violência sofrida, não mudou e está enraizado no corpo social, o feminismo se transformou em uma dissolução para este problema, tornando-o importante para muitas mulheres que estão em situação de vulnerabilidade. 
          Logo, a soberania masculina ainda é presente nas famílias, um meio para mudar é a educação, ensinar as crianças o respeito mútuo entre seres humanos, exigir dos legisladores politicas públicas que assegurem as mulheres caminhos para que possam buscar sua autonomia, e reeducar a sociedade quanto ao respeito entre homem e mulher.