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    Quebra de paradigmas
       A hodiernidade é caracterizada por uma maior autonomia da figura feminina, haja vista que esta garantiu seus direitos sociais e a visibilidade como cidadã por meio de manifestações de cunho feminista. Contudo, pensamentos retrógrados persistem na sociedade, o que torna a conquista pela equidade ainda distante da realidade, visto que o machismo é uma condição cultural e só acabará com o rompimento de ideologias patriarcais e opressoras.
      Primeiramente, como a escritora francesa Simone de Beauvoir cita:"Ninguém nasce mulher, torna-se". Ou seja, os padrões sociais são impostos e moldados no gênero feminino desde o nascimento, e características pré determinadas como a delicadeza e a fragilidade desvalorizam o potencial deste ser humano. Assim, cria-se inseguranças e complexos de inferioridade no indivíduo feminino, que são reforçados socialmente.
           Em segundo lugar, as conquistas sociais do gênero feminino não foram edificadas globalmente. Ademais, práticas de casamentos forçados, comuns na Roma Antiga, persistem em localidades como a Índia. Além disso, a mutilação genital, método de tortura na Ditadura Militar no Brasil, é praticada em meninas de países da África e Oriente Médio. Desse modo, a humanidade encontra-se longe de conquistar a igualdade de gênero.
          É necessário, portanto, que o movimento feminista continue a luta pela isonomia. Ademais, cidadãs devem cobrar as instituições governamentais pelo cumprimento de seus direitos, além de eleger governantes do sexo feminino, para que haja maior representatividade no Congresso Nacional, que ainda é de maioria masculina. Outrossim, as escolas devem promover debates sobre igualdade, além de realizar brincadeiras ditas como femininas e masculinas com os alunos de ambos os gêneros, para assim, quebrar esteriótipos que possam vir a desenvolver-se nos discentes.