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    A Primeira Onda do Feminismo se inicia com a Revolução Francesa e se estende até meados do século XX. Nesta extensa fase as mulheres lutaram por direitos políticos iguais ao dos homens, principalmente o direito ao voto. Apesar de ter ocorrido vários movimentos feministas ao longo dos anos, ainda vivemos em uma sociedade patriarcal, a qual o sexo masculino predomina em funções de liderança política, autoridade moral e controle das propriedades. Diante disso, convém discutirmos a importância da luta de direitos da mulher.
       Vale ressaltar que o dia 08 de Março tornou-se o Dia Internacional da Mulher para relembrar o assassinato de 130 mulheres, no interior de uma fábrica, que faziam greve por melhores condições de trabalho e por igualdade salarial. Embora, atualmente, a Consolidação de Lei das Leis Trabalhistas - CLT assegura a equiparação salarial dos trabalhadores, 25,5% dos homens recebem salários superiores em relação às mulheres, sendo que os mesmos exercem funções iguais e com a mesma carga horária. Além disso, essa diferença acarreta na diminuição das suas aposentadorias, visto que o cálculo do benefício se baseia no valor das contribuições do segurado. Dessa forma, observa-se que essa problemática é reflexo da cultura machista, sexista; a qual interfere diretamente e a longo prazo na vida feminina.
          Outrossim, o sexo feminino desde a infância é alvo de imposições sociais, visto que as meninas são orientadas a serem delicadas e sensíveis. Como já dito pela Simone Beauvoir, ninguém nasce mulher, torna-se mulher. Portanto, não existe uma essência pré-definida do que é ser mulher, logo a sociedade que a constrói através de "normas" de conduta que devem ser seguidas, como por exemplo, as meninas são aconselhadas a brincarem de bonecas e usarem rosas. Com isso, observa-se que os movimentos feministas são necessários para desconstruir estereótipos enraizados na nossa cultura e pela busca de igualdade de direitos.
          Dessarte, diretrizes são necessárias para reverter esse impasse. Sendo assim, as escolas devem criar projetos que discutam acerca dos movimentos feministas em busca dos direitos das mulheres, para que estimulem os estudantes a buscar a isonomia social. Ademais, a mídia deve promover campanhas que mostre as lutas defendidas pelo feminismo, a fim de que a população reflita sobre a importância de tais movimentos. Assim, o machismo e a dicotomia do sexo feminino e masculino presente em nossa sociedade será erradicado.