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    O livro "Audácia dessa mulher", da autora Ana Maria Machado, narra história de mulheres que não se subjugaram a um estereótipo determinante de uma visão patriarcal. Uma ficção que dialoga cabalmente com o empoderamento feminino ocorrido graças, essencialmente, ao movimento feminista. Apesar disso, ainda percebe-se uma sociedade resistente à ideia de igualdade de direito entre os sexos. 
              Em primeiro lugar, a insurgência contra os dogmas dominantes de uma sociedade que durante muito tempo permaneceu subjugada ao ideal de civilização que preconizava o sexo masculino em detrimento ao feminino, teve no movimento sufragista, conhecido como a primeira onda do movimento feminista, o início das manifestações significativas na luta pela igualdade de direitos, em que nesse caso se destacava, o do voto. Consequentemente, outras ondas surgiram com novos anseios, e, atualmente, percebe-se os resultados refletidos em inúmeras conquistas no contexto sócio-político e econômico. 
            Contudo, ao analisar situações que continuam deflagrar a falta de equidade de gênero na sociedade, observa-se a resistência da população sobre a efetivação da isonomia de direitos entre os sexos. Por exemplo, a série britânica, The Crown, ao consentir que a atriz protagonista recebesse um salário menor em comparação ao seu parceiro de cena, demonstra, assim, a permanência da visão da mulher como o "sexo segundo", elucidada pela escritora Simone de Beauvoir no século passado. Ademais, essa visão preconceituosa também é evidenciada ao detectar os elavados índices de feminicidios que ocorrem no Brasil, de acordo com o Mapa da Violência. Dessa forma, apesar da promoção de  inúmeros benefícios sociais , promovido pelo movimento feminista, as mulheres, percebe-se ainda um longo caminho para a construação da igualdade.
               Portanto, para mudar esse quadro, cabe ao poder público executar leis punitivas, como multa, as empresas que ainda mantem a diferença salarial apenas pela questão de gênero, para que, assim, desenvolva uma sociedade que promove a equidade. Ademais, é imprescindível que o esse órgão também regumentalize penas mais severas a indivíduos acusados de feminicidio, com objetivo de diminuir esse tipo de ação. E, por fim, faz necessário que as instituições escolares desenvolvam palestras, que serão realizadas em Centro Cultural, pautadas no o porquê do movimento feministas e a sua importância para o seio social, a fim de  estimular na população uma consciência de que um pilares desse movimento é a empatia, dado que se o sexo masculino é merecidor de possuir direitos, o seu semelhante, o sexo feminino, também é digno de possuir os mesmos.