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    Segundo Simone de Beauvoir, "o homem é definido como ser humano e a mulher, como fêmea.". Por muito tempo, essa é a visão que a sociedade tem das mulheres: "procriar e cuidar de suas "crias". Atualmente, à medida que as mulheres vem conquistando seus direitos e seu espaço, essa visão é deixada para trás, porém, não totalmente. Ainda há muito o que se conquistar na pauta de direitos femininos.
       Muito se debate, hoje em dia, sobre a cultura de estupro e feminicídio, temas de grande relevância para o feminismo. O Brasil ocupa a quinta posição no ranking de países que mais mata mulheres, com um índice de 4,8 para cada 100 mil, segundo a OMS. Um outro dado mostra, que a cada 10 minutos uma mulher é estuprada no Brasil, de acordo com o Mapa da Violência. Estes são fatos alarmantes, onde mostram que a existência de leis contra a violência feminina não são devidamente aplicadas.
      Em uma segunda análise, nota-se que ainda há uma desigualdade salarial entre homens e mulheres que exercem a mesma função. No Brasil, mulheres ganham 77% do salário dos homens, segundo IBGE. Além da diferença salarial, a mulher no mercado de trabalho precisa lidar, também, com o assédio de homens, geralmente de seus chefes, o que muitas vezes compromete sua carreira. De acordo com o Ministério Público do Trabalho, em 2012, foram registrados 165 denúncias de assédio sexual, aumentando para 340, em 2017.
        Por tudo isso, é de responsabilidade do poder judiciário fiscalizar e fazer cumprir, devidamente, as leis contra a violência de gênero que já existem. É dever do legislativo e do executivo criar mais leis e implementá-las, que amparem e protejam as mulheres em todos os setores, trabalhistas e domésticos, como a aplicação de multas às empresas onde há desigualdade salarial entre homens e mulheres.