A importância do movimento feminista na luta pelos direitos das mulheres

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    Mesmo durante o auge da democracia ateniense, durante o Século de Ouro sob Péricles, as mulheres ainda não eram consideradas cidadãs e não possuíam direitos políticos. Tal mentalidade deve ser combatida, e a importância do feminismo para isso é a oposição a atitudes machistas presentes em alas governamentais e na exigência de equidade salarial.
       Primordialmente, cabe analisar os efeitos de comportamentos que ferem os direitos da mulheres por parte de setores do governo. Quando o atual presidente canadense Justin Trudeau assumiu o poder, ele designou metade de seus cargos para homens e mulheres. Todavia, tal situação não ocorre no Brasil devido ao patriarcalismo presente na sociedade brasileira, e consequentemente nas esferas governamentais. Portanto, a falta de presença feminina promove discursos, como, por exemplo, o Deputado Jair Bolsonaro afirmando que não estupraria uma colega pois ela não merecia.
       Ademais, urge a necessidade de se tratar da equidade salarial no Brasil. A Constituição Brasileira, promulgada em 1988, prevê a ilegalidade de qualquer forma de discriminação de gênero por parte dos empregadores, porém na prática é sumariamente ignorada pela falta de fiscalização e punição por parte das autoridades. Por conseguinte, um número expressivo de mulheres dependem financeiramente de seus cônjuges e as impede, muitas vezes, de escapar e denunciar situações de abusos físico e psicológico que podem vir à ocorrem em ambiente domiciliar.
       Dessa forma, cabe às ONGs de proteção a mulher oferecer serviços de acompanhamento psicológico e jurídico com o objetivo de auxilia-las a se proteger de violência domiciliar e discriminação no ambiente de trabalho. O MEC deve, por meio do Conselho Nacional de Educação, mudar o currículo de Sociologia para que o mesmo aborde e conscientize os alunos sobre a necessidade de se combater o feminicídio e qualquer forma de opressão. Os governos estaduais, responsáveis pela Polícia Civil, devem criar delegacias especializadas no combate a não igualdade salarial de forma a coibir essa prática deplorável e punir as organizações infratoras.