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    A década de 1960 foi marcada por atos feministas e nomes importantes do movimento que, até hoje, são símbolos da força da mulher, como o de Simone de Beauvoir. Entretanto, quase 60 anos depois, no Brasil e no mundo, as mulheres ainda encontram obstáculos no uso de sua cidadania plena, seja ao competir por vagas de emprego ou em relação ao destino de seu próprio corpo. Essa mazela é fruto de questões políticas e sociais dos brasileiros mal estruturadas e que necessitam serem mudadas.
          Em primeiro plano, a luta do movimento feminista se prova necessária diante dos golpes nos direitos das mulheres dados pelos governantes.  Já que temos um governo formado predominantemente por homens, são eles que decidem com base em suas concepções, muitas vezes religiosas, o que é melhor para a mulher, como, por exemplo, a questão do aboro. Esse tipo de situação perdura a ausência de pesquisas para averiguar o que é necessário de fato ou até mesmo, a contestabilidade de decisões, pois em um país laico, atitudes como essas tornam-se isentas de sentido.
          Além da questão política, as raízes do machismo se espalham por toda sociedade e são cultivadas desde a infância em ambos os sexos. Esse fato é notável nas situações de submissão a que as mulheres são expostas, por exemplo, ao tentar realizar o procedimento de esterilização, a necessidade, por requisito médico, de aprovação masculina, do marido ou do pai. Ou seja, as mulheres têm seus direitos, e por consequência, sua liberdade, reduzidos, em muitos casos, análogos aos de uma criança, diferentemente do que prega a nossa Constituição.
          Em suma, medidas são necessárias para reverter o problema. Para isso, cabe ao Governo Federal investir em plebiscitos com o público interessado nas decisões, abrindo espaço para torná-las mais democráticas. Além disso, cabe a mídia, por meio de papéis em telenovelas, séries e filmes, investir na desconstrução dessa imagem montada de funções de cada gênero. E, nas escolas, o dever é de explicitar as conquistas femininas e mostrar para os jovens porque elas foram necessárias, pois é incontestável que se tem um lugar para o ser humano, seja homem ou mulher, é onde ele quiser, contanto que não agrida a liberdade do outro.