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    De acordo com a escritora Virgínia Woolf, "de tudo o que existe, nada é tão estranho que as relações humanas com sua extraordinária irracionalidade", porém para uma evolução humana é necessário a substituição de ideários antigos pelo pensamento racional e humanitário proposto pelo movimento iluminista do século XVIII. A desigualdade de gênero, então, é um modelo de divisão social, em que mulheres são menos valorizadas no campo sociopolítico e profissional por conta do seu sexo. Dessa forma, é persistente na sociedade brasileira a adesão a certos princípios e a desvalorização dos movimentos feministas juntamente com seus impactos favoráveis para o reconhecimento da mulher.
                 A princípio, vale ressaltar que o Brasil vem lutando contra o contraste entre homens e mulheres no corpo social devido as ideias antigas e preconceituosas que durante anos levou as mulheres a sofrerem silenciosamente violência doméstica dos seus companheiros, excluídas do meio profissional, educacional, sociopolítico e, até mesmo, serem vistas somente como objeto sexual. Prova disso, o casamento obrigatório na nação brasileira era algo generalizado vedando o direito ao divórcio até que, em 1977, após muitos conflitos e movimentação da mulher nos espaços públicos, foi aplicada a Lei do Divórcio. No entanto, o casamento nos países da Ásia Meridional e África Subsaariana é utilizado até os dias atuais como negócio, visto que as mulheres são trocadas por bens materiais, levando a sociedade retroceder para a época medieval em que havia interesses econômicos e territoriais ocultos no matrimônio entre os reinos.
               Em paralelo à questão da ação dos movimentos feministas, é essencial valorizar as conquistas que mudaram a vida de milhares de mulheres e reforçar nos meios de informação a capacidade de transformação da sociedade visando a igualdade de gênero. Dentre várias vitórias, destaca-se a entrada da mulher no âmbito profissional, a qual somente foi iniciada durante a Revolução Industrial com grande diferença de salários e forte presença de preconceito e de violência sexual. Em evidência a isso, segundo o Banco Interamericano de Desenvolvimento as brasileiras recebem aproximadamente 30% menos que os homens em mesma função e são as maiores vítimas de assédio sexual no trabalho.
                 Fica evidente, portanto, que os movimentos feministas abriram grande espaço para a conquista de direitos das mulheres na sociedade, mas necessita de soluções visando a igualdade de gênero e o fim de qualquer violência contra o sexo feminino. Para tanto, a mídia deve promover propagandas educativas no intuito de mudar conceitos antigos da população sobre a mulher. Ademais, os dinheiros que são desviados por corrupção e que são recuperados pela Justiça Federal devem ser investidos em associações feministas tendo em vista fortalecer esse grupo e ampliar os seus direitos como cidadã.