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    Na história das civilizações e sociedades, a mulher sempre ficou em segundo plano. Muitas das vezes, era privada de votar, assumir cargos públicos e exercer atividades que qualquer homem faria. Dentro desse contexto, surge o movimento feminista para mudar essa realidade. No Brasil, o feminismo contribuiu e ainda contribui significativamente pela luta dos direito das mulheres, em especial ao uso da imagem feminina em publicidade e propagandas e ao acesso a cargos públicos, principalmente os postos militares.
       Uma das maiores contribuições do feminismo foi lutar pelo direito da mulher de não ser posta sob o viés machista na publicidade e propaganda. Hoje em dia, as empresas se policiam muito mais ao construir uma publicidade do que tempos atrás. No Brasil, por exemplo, já não se vê propagandas de cervejas que usam a mulher como um "objeto sexual". A publicidade está muito mais "limpa" de pensamentos machistas, uma vez que, caso contrário, haveria uma forte repreensão dos grupos feministas e também das próprias camadas da sociedade, as quais não toleram tal tratamento.                  Concomitantemente, a pressão do feminismo em decorrer dos anos por direitos e também pelo reconhecimento da capacidade das mulheres, fez com que, no Brasil, as cidadãs brasileiras tivessem maior acesso aos cargos públicos, principalmente os postos militares. Percebe-se, por exemplo, que diversos editais de concurso públicos para a área de segurança vêm garantindo maiores oportunidades às mulheres, algo que seria difícil em tempos atrás. Isso porque, com a questão da isonomia para com o público feminino em alta, tornou-se essencial ofertar iguais oportunidades, mesmo que sejam em uma área tradicionalmente ocupada por homens. Esse fato corrobora que o feminismo não é somente um movimento que cobra da sociedade, mas também das entidades públicas. 
         A fim de conferir, portanto, maior força ao movimento feminista pela luta dos direitos das mulheres, é preciso que, no caso do Brasil, os membros do Congresso Nacional se prontifiquem a votar leis sobre isso, criando-se uma agenda de projetos. Ao mesmo tempo, os movimentos feministas de todo Brasil devem, com o apoio da sociedade, cobrarem a efetiva a votação dessas leis como: que proíbem as empresas, entidades e organizações de usar a imagem da mulher nas publicidades e propagandas com viés claramente pejorativo e sexista; que garantem seu alistamento militar, mesmo que seja para ser combatente, e o amplo acesso a cargos públicos militares no âmbito estadual e federal. Dessa forma é possível conferir maior força à luta feminista no Brasil ao mesmo que tempo que se constrói uma país mais democrático e se reduz as desigualdades.