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    Embora tenha desenvolvido estudos que foram essenciais para a formação da estrutura do DNA proposta por James Watson e Francis Crick em 1953, a cientista britânica Rosalind Franklin não foi reconhecida na época, em virtude do seu sexo biológico. No entanto, observa-se que, apesar das conquistas do movimento feminista, na contemporaneidade, ainda se faz presente a noção de inferioridade e a oposição a tal organização. 
                Mormente, analisa-se que o preconceito histórico-cultural corrobora tal problemática. Sob uma ótica meramente histórica, a sociedade brasileira formou-se com base nos princípios patriarcais europeus que, assim como afirma Franz Boas, permitiram o desenvolvimento do patrimônio cultural da atualidade. Nesse sentido, criou-se a concepção de superioridade masculina em detrimento do gênero feminino. Por conseguinte, é evidente que, não obstante tenha alcançado alguns direitos, as mulheres ainda sofrem devido à violência e a disparidades econômicas, políticas e sociais. Por exemplo, segundo o portal G1, o Brasil ocupa o 5º lugar no ranking global de assassinatos de mulheres. 
                Ademais, percebe-se ainda que há grupos os quais se opõem às feministas. Isso se deve ao fato de que tal organização defende a ideia de culpabilização do gênero feminino, de modo que alguns indivíduos de ambos os sexos passam a defender uma corrente antifeminista. Desse modo, perpetua-se a negação dos direitos alcançados e a banalização que, conforme Hannah Arendt, promove um aumento dos casos de agressão. A título de exemplo, a "Marcha das Vadias" foi um movimento surgido em 2011 no Canadá, como reação ao comentário de um policial que transferia a responsabilidade do ataque sexual para a vítima. 
                Urge, portanto, que o movimento feminista busca inibir a negligência milenar aos direitos femininos. Destarte, cabe ao Governo, em parceria o MEC, a criação de uma estrutura abrangente de combate às raízes preconceituosas, por meio da implantação, no cronograma escolar, de palestras que visem desmistificar a romantização das conquistas femininas, de forma a mostrar o papel social das mulheres atualmente - com mecanismos lúdicos e debates - a fim de formar um cidadão consciente e permitir a alteridade entre os indivíduos. Ademais, o Ministério da Saúde, por intermédio do Poder Judiciário e de ONGs, deve promover atendimento residencial às mulheres que foram violentadas, com o desenvolvimento de ouvidorias onlines e aplicativos que garantam o anonimato, para evitar o aumento dos casos de agressão e assegurar a assistência. Dessa forma, poder-se-á evitar a remota supremacia masculina, de forma a permitir a equidade entre os gêneros defendida pelo movimento feminista.