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    A análise crítica dos aspectos sociais é contrária à visão resignada da massa popular. Como disse o ex-presidente norte-americano John Kennedy, o conformismo é carcereiro da liberdade e inimigo do crescimento. Em vista dessa condescendência social, observa-se que a carência de direitos às mulheres é um episódio relevante e com tendência a se perpetuar caso não haja uma apreciação séria e resolutiva.
          Em uma primeira análise, segundo o sociólogo Émile Durkheim, a sociedade pode ser comparada a um corpo biológico, por ser composta por partes que interagem entre si de forma interdependente. Nesse viés, para que esse organismo seja igualitário e coeso, é necessário que todos os direitos dos cidadãos sejam garantidos. Contudo, isso no Brasil não ocorre, pois, em pleno século XXI, ainda existe uma diferença no que tange os direitos das mulheres, como, por exemplo, o favorecimento ao sexo masculino na conquista de empregos e uma maior vulnerabilidade na sociedade, sendo necessário a existência de movimentos que preguem a igualdade e equidade dos gêneros, como o movimento feminista.
          Em uma segunda análise, no ano 2400 a.c, no território que um dia se formou a Grécia, existiu a civilização Cretense que se caracterizava por possuir uma sociedade matriarcal em que existia um culto às mulheres e a Deusa Mãe. Porém, ao se observar os casos de violência contra as mulheres na atualidade, percebe-se que essa cultura não foi repassada para os demais povos que coexistiram com a civilização Cretense, refletindo numa cultura patriarcal que perdurou durante séculos, sendo responsável por alguns direitos das mulheres terem sido consolidados tão tardiamente, como, por exemplo, o direito de voto feminino no Brasil, garantido somente no século XX. Com isso, observa-se que a igualdade de gêneros é algo relevante e que  deve ser conquistado urgentemente.
          Portanto, indubitavelmente, medidas são necessárias para resolver esse problema. Sendo assim, deve haver projetos de extensão universitária das faculdades de Ciências Sociais e História com ciclo de palestras abertas à população sobre a necessidade do apoio ao movimento feminista, mostrando os casos repugnantes de violências diárias sofridas pelo grupo fragilizado das mulheres para que se tenha uma sociedade mais consciente e coesa; deve, ainda, existir campanhas midiáticas com apoio do Governo e de ONGs sobre a importância do conhecimento histórico para se repassar culturas fortes e consistentes como a dos Cretenses, para que se tenha conhecimento do atual barbarismo ideológico praticado contra as mulheres; deve, ainda, ser desenvolvidos projetos escolares abertas à comunidade sobre ética, para que os alunos cresçam com o conhecimento de igualdade de gêneros aliado à ética.