A internação involuntária de dependentes químicos no Brasil.

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    Uma das principais prerrogativas da Constituição Cidadã de 1988 é o direito do pleno exercício das liberdades individuais, como o de ir e vir da sociedade civil. No entanto, essa realidade é imprópria, no que diz respeito a casos específicos como situações graves de dependência química, pois a internação invountária torna-se necessária e benéfica ao cidadão. Sendo assim, além de medidas assistencialistas, a reestruturação da saúde pública é importante, no fito de garantir a eficiência de tratamento desses.
      Em primeira análise, vale pontuar que, visto a defasagem do Sistema Único de Saúde (SUS), a escassez de recursos como leitos e medicamentos estão relacionados a ineficiência do tratamento de usuários químicos que, por falta de atendimento e discernimento sobre a própria realidade, não buscam ajuda e, por consequinte, permanecem nas ruas como na ''cracolândia'' em São Paulo. Soma-se a isso, o fato da estigmatização desses dependentes  ser extrema no país, onde o repúdio a essa minoria é evidente. Nesse cenário, insere-se a afirmativa de Bauman sobre a liquidez das relações humanas atuais, pois ao invés da empatia esses usuários recebem a marginalização e exclusão na esfera social.
      Consequentemente, apenas leis de internação involuntária não são suficientes para garantir o tratamento de cerca de 370 mil dependentes do crack no Brasil, de acordo com o site G1. Nesse viés, a problemática da violência torna-se agravada, haja vista furtos para manter o vício, além da extrema periculosidade de usuários que desenvolvem transtornos, como esquisofrenia, nececitando-se, portanto, a retirada desses do âmbito social.
       Diante dos fatos supracitados, é preciso que a União, por meio do redirecionamento de verbas do Produto Interno Bruto, exponencie o número de leitos e remédios destinados a dependentes químicos na ala psiquiátria dos hospitais do SUS, no intuido de garantir a desentoxicação do máximo possível desses cidadãos. Portanto, com tratamento eficiênte leis de internação involuntária serão proveitosas e a longo prazo a reincidência às drogas e a marginalização social serão abrandadas.