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    No documentário "Quebrando o Tabu", são relatadas formas de estruturar a sociedade para que ela não sucumba ao vício nas drogas. Analogamente, no Brasil, a internação em clínicas de reabilitação é uma das formas de combater o vício, mas pode ser ineficiente quando acontece de maneira involuntária. Nesse sentido, é necessário analisar como a omissão familiar e a negligência do Estado influenciam a problemática
       Em primeiro lugar, é importante destacar que a omissão familiar é uma das principais causas da dependência química do jovem. Isso acontece porque, segundo o sociólogo Zygmunt Bauman, na pós-modernidade, as relações familiares estão cada vez mais superficiais, gerando a carência de diálogos que são importantes para a formação do caráter do indivíduo e a solidificação dos relacionamentos familiares. Em consequência disso, o jovem pode sentir-se solitário e sem um propósito estabelecido em sua mente, partindo para o abuso de drogas lícitas ou ilícitas que ocasionam a dependência química.
       Atrelada à indiligência familiar, a negligência governamental também é responsável pela quantidade de usuários de drogas no Brasil.  Nesse sentido, conforme defende o sociólogo francês Pierre Bourdieu, as estruturas sociais são incorporadas durante o processo de socialização, fazendo com que a internação involuntária seja vista como a melhor forma de tratamento. Isso ocorre porque os investimentos em políticas públicas que promovem formas alternativas de prevenção, como esportes e cultura em regiões periféricas, e a reintegração do indivíduos na sociedade são escassos, causando a falta de acolhimento social e psicológico.
       É evidente, portanto, que medidas devem ser tomadas para atenuar a problemática. Logo, o Governo Federal, aliado ao Ministério da Educação, deve investir em profissionais qualificados na área da saúde mental, como psicólogos, e em atividades escolares entre pais e filhos que promovam debates sobre o uso das drogas e suas consequências, a fim de ajudar aos pais a terem uma relação familiar mais estruturada. Além disso, deve investir em projetos que incentivem a prática de esportes, cultura e educação, com o objetivo de reintegrar à sociedade jovens que estão superando a dependência química. Dessa forma, será possível romper as estrutura sociais excludentes, de acordo com Pierre Bourdieu.