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    Cracolândia. Nome designado à locais nas grandes cidades em que há concentração de dependentes químicos que circulam com/e utilizam de substâncias. Nesse ambiente, vários indivíduos à margem da sociedade, em situações de miséria e a mercê de recursos básicos para a dignidade humana, estão instalados. Esse cenário move inúmeros órgãos em tentativas de solucionar as mazelas encontradas nesse local primeiro. Entretanto, uma em específico - o tratamento involuntário para dependentes químicos - é uma medida irresponsável e desconexa da atual realidade brasileira.
               Em primeiro plano, essa medida inconsequente, à caráter de recuperação do indivíduo em sua plena integridade física e psicológica, é inalcançável por meio dela. Tal afirmação se dá por especialistas na área da Psicologia, em um debate com membros do Conselho Federal da categoria, disponibilizado no Youtube pelo programa "Diálogo digital". Diante da abordagem, confirmou-se que em 3 meses de internação, ocorre no corpo humano a desintoxicação; fenômeno ineficiente para manter o dependente químico, depois da internação, distante do uso.
              Em segundo plano, evidencia-se que a internação involuntária dos dependentes químicos no Brasil, é inapta e está longe de atender as demandas do país. De fato, o Governo Federal ao sancionar essa lei, sinalizou que haveria investimentos para o projeto. Contudo, o cenário econômico não condiz com tais objetivos; visto que, tem-se inúmeros contingenciamentos de verbas na maioria dos setores atualmente. E ainda, as vagas na área da saúde, indiscutivelmente, é outra desvantagem. De acordo com a OMS, seria necessário a criação de mais de 900 mil vagas para atender à 0,5% dos brasileiros (estimativa aconselhada pelo órgão).
            Em suma, evidencia-se que a internação involuntária dos dependentes químicos no âmbito brasileiro, é ineficiente e está longe de atender a necessidade do país. Diante disso, o Ministério da Cidadania em conjunto com o Ministério da Saúde, devem investir em políticas profiláticas nas periferias das cidades. Por meio de campanhas referente às consequência da dependência,  e ainda, com acompanhamentos de Psicólogos de forma mais incisiva na comunidade. Levando, assim, à esses indivíduos, suporte informacional e psicológico. Dessa forma, a longo prazo, será minimizado essas mazelas que existem, nos dias de hoje, como o surgimento e continuação das "cracolândias".