A internação involuntária de dependentes químicos no Brasil.

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    É incontestável que o uso prolongado de entorpecentes pelo indivíduo causa dependência e pode acarretar sérios problemas para o mesmo, inclusive sociais. Nesse sentido a internação involuntária de dependentes químicos no Brasil tem ganhado destaque como tema atual para evitar esse tipo de problema. Assim, em uma época em que o uso de drogas está cada vez mais frequente e seu consumo está diretamente ligado a transtornos mentais, convém discutir a importância da internação involuntária na vida dos usuários.
          É válido ressaltar, em primeiro plano, que a Lei Federal 10.216/2004 engloba os direitos de portadores de transtornos mentais e também regula a internação de dependentes químicos. Tal fato reflete a correlação entre os dois problemas e demonstra a necessidade de proteção do indivíduo que sofre por consequência da imersão nas drogas. Entretanto, assim como acontece com os portadores de transtornos mentais, os dependentes químicos, por muitas vezes, não reconhecem que tem um problema e negligenciam o tratamento, o que leva a família a procurar na internação involuntária uma forma de ajudar essas pessoas. 
          Nessa mesma linha de raciocínio, entender que a internação involuntária de dependentes não é uma forma de abando de familiar é um ponto de suma importância social. Segundo artigo do Ministério da Saúde, a internação involuntária é um ato médico que incide sobre um paciente em um momento crítico e se dá sem o consentimento do usuário e a pedido de outra pessoa. Logo, internar um dependente não se trata apenas de querer, mas sim, uma condição de extrema necessidade médica e apenas o profissional pode dar o aval do procedimento. Em suma, assim como dizia Benjamin Franklin que a maior de todas as falhas é não fazer nada, deixar o usuário à mercê das drogas seria uma falha terrível e um verdadeiro abandono. 
           Portanto, é evidente que a internação involuntária é de grande importância médica e deve ser feita acompanhada por especialistas. Destarte, cabe ao Ministério da Saúde o investimento em novas unidades de recuperação de dependentes, com infraestrutura moderna e profissionais de extrema capacitação, a fim de garantir os direitos de tratamento do indivíduo com conforto e eficiência, além de auxílio à família. Ademais, urge aos familiares e amigos o pleno entendimento da relação de saúde mental e dependência química, com o intuito de evitar a prorrogação do problema e estimular a busca por ajuda o quanto antes. Dessa forma, com a ação conjunta entra Estado e relativos o fim da dependência estaria mais próxima.