A legalização dos jogos de azar no Brasil.

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    Construída na década de 1940 para ser uma fonte de capital e entretenimento no deserto de Nevada, a cidade de Las Vegas, nos Estados Unidos, tornou-se um ícone do entretenimento ao popularizar, em todo o mundo, os grandes cassinos lá existentes. Nesse sentido, ao longo de todo o ano, milhares de turistas viajam para esse destino em busca de diversão e apostar a própria sorte. Contudo, ao traçar um paralelo com o Brasil, a questão da legalização dos jogos de azar instiga a sociedade a discutir sobre os aspectos positivos e negativos do assunto. Assim, é lícito afirmar que se por um lado, esses jogos têm potencial para geração de emprego e renda, por outro, pode constituir um empecilho para indivíduos que lutam contra o vício em atividades dessa natureza. 
        Primeiramente, evidencia-se, por parte de estabelecimentos que poderiam ofertar jogos de azar no Brasil, como hotéis e bares, uma necessidade de aumento do seu quadro de funcionários. Consequentemente, essas atividades iriam formentar um crescimento no número de postos de trabalho formais no país e, em decorrência disso, estimular a economia tupiniquim, que sofre com oscilações negativas, baixo poder de compra, e desemprego. Levando em consideração esse raciocínio, é nítido que o Estado, ao postergar a discussão sobre a legalização dessas atividades, torna-se agente perpetuador dos problemas econômicos. Logo, é substancial a análise governamental sobre o assunto. 
        Por outro lado, a regulamentação dos jogos de azar no Brasil, por sua vez, pode potencializar os problemas relacionados à saúde da mente, no que concerne a questões como o transtorno compulsivo pelos ''luck games''. Sob esse aspecto, Ana Beatriz Barbosa Silva, psiquiatra pela Universidade de São Paulo e autora do livro ''Mentes Ansiosas'', diz, nessa obra, que o tipo de entretenimento oferecido pelas casas de jogos de azar tem um alto potencial viciar pessoas com depressão e bipolaridade, o que pode piorar ainda mais seu quadro de saúde. Nota-se, assim, a necessidade de um debate que leve em consideração, também, as consequências negativas dessa medida na saúde brasileira. 
          Infere-se, portanto, que a legalização dos jogos de azar no Brasil deve ser discutida e ponderada. Posto isso, o Ministério do Trabalho e Emprego deve, por meio de estudo quantitativo-financeiro, realizar levantamento a respeito da quantidade de empregos diretos, indiretos, e dinheiro injetado na economia brasileira que a legalização desse entretenimento pode trazer, a fim de construir uma série consistente de informações, que seria usada para uma possível análise pelo Poder Legislativo e Executivo. Ademais, o Ministério da Saúde, mediante amplo debate entre profissionais da saúde, Governo, e sociedade civil, deve realizar consultas públicas para saber a opinião dos brasileiros sobre a regulamentação desses jogos.