A mobilidade urbana no Brasil

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    As problemáticas que envolvem a mobilidade urbana no Brasil são, até para os olhos menos atentos, umas das maiores adversidades da atual sociedade. Com início no plano rodoviário de Juscelino Kubitschek, na década de 50, o incentivo à construção de rodovias e de indústrias automobilísticas, trouxe profundos efeitos para o país, sejam eles ambientais, econômicos ou sociais. Nesse sentido, sendo a mobilidade urbana um desafio, pois envolve uma integração entre população e Estado para que consigam ser capazes de trabalharem em conjunto para garantirem a fluidez do tráfego urbano, cabe a análise de duas direções: a má qualidade dos transportes coletivos e as inúmeras consequências individuais e coletivas desse problema. 
      Ao partir dessa realidade, as péssimas condições em que se encontram os transportes públicos brasileiros corroboram de maneira significativa para a problemática. Nesse sentido, a dificuldade para convencer a população à aderir a esses modais de transporte reside no fato de que eles não são compensatórios, pois são demorados, sucateados, morosos e inseguros, de modo que essa realidade é observada diariamente. A reportagem: '' Em movimento: como eu vou ?'', da Globo News, por exemplo, mostrou como é difícil aderir ao transporte público, como metrôs, trens e ônibus, pois estes não alcançam toda a extensão da cidade e nem fazem integração uns com outros, dificultando a todo momento o deslocamento diário da população.
      No mesmo viés, as inúmeras consequências individuais e coletivas de uma mobilidade urbana ruim reforçam o problema. Enquanto consequência individual, é observada os prejuízos sociais causados pelos congestionamentos, pelos transportes lotados e pelos inúmeros carros nas ruas e avenidas, como cansaço, estresse e problemas respiratórios. Já como consequências coletivas, pode-se citar as econômicas, como perda de carga em rodovias em má qualidade, e as ambientais, como a poluição do ar e a sonora. Como resumo desse fato, pode-se citar o fato de que, como enunciou o Observatório das Metrópoles, em 10 anos, a população cresceu cerca de 12% enquanto o número de carros cresceu 138%, número que denuncia a realidade vivida pelo Brasil atual.
      Destarte, cabe ao Ministério da Infraestrutura estimular medidas imediatas por parte dos municípios, para que estes busquem formas de melhorar a mobilidade urbana brasileira por meio de medicas como, a ampliação das frotas de ônibus concomitantemente a melhora desse modal, com assentos confortáveis, ar-condicionado e faixas exclusivas, por exemplo, para que haja um maior incentivo ao uso desse transporte alternativo pela população, com a finalidade de diminuir os congestionamentos nas grandes cidades além de haver uma melhora ambiental com a diminuição da poluição.