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    O século XX, no Brasil, foi marcado pelo governo de Juscelino Kubistchek, momento em que houve a ampliação do rodoviarismo, ou seja, a construção de rodovias para integrar o território brasileiro e incentivar a implantação de indústrias automobilísticas. A predominância desse modal, entretanto, contribuiu significativamente para um grande desafio da maioria dos brasileiros na contemporaneidade: a mobilidade urbana. Nesse âmbito, analisa-se que a problemática é sustentada, sobretudo, pelo descaso governamental e, ainda, pela falta de conscientização da sociedade.
     Nesse sentido, é elementar que se leve em consideração que, de acordo com o pensamento filosófico de São Tomás de Aquino, em uma sociedade democrática de direito todos possuem o mesmo grau de importância. No entanto, o Estado diverge de tal perspectiva, pela ausência de transporte público de qualidade e, principalmente, pela falta de planejamento de ruas e avenidas do país. Dessa maneira, não é de se espantar que, um paulistano, diariamente, fica preso em um congestionamento em média 2 horas e 58 minutos, segundo o Instituto Brasileiro de Opinião e Estatística (IBOPE). Diante disso, é fato que a mobilidade urbana não é prioridade dos governantes. 
     Outrossim, é importante destacar o papel da educação no combate a essa temática, já que, conforme preconizado pelo educador brasileiro Paulo Freire, se a educação não pode transformar uma sociedade sem ela tampouco a sociedade muda. Destarte é elucidado o poder transformador da educação. Entretanto, no Brasil, não possui uma política eficiente que esclareça a importância da utilização de transportes públicos e sustentáveis; ao contrário disso, o que se observa é utilização de veículos que corroboram para poluição sonora e atmosférica. Desse modo, medidas para solucionar essa realidade tornam-se fundamentais.
     Portanto, é necessário que instituições sociais como ONG's, por meio de anúncios- a exemplo de propagandas televisivas- promovam a conscientização sobre a importância de utilizar meios alternativos de locomoção, a exemplo de bicicletas, a fim de haja a diminuição dos congestionamentos. Soma-se a isso, é preciso que o Estado brasileiro promova melhorias no transporte público, além de criar corredores que integrem diferentes tipos de meios de locomoção- por meio da ampliação de verbas destinadas aos Municípios e ao Ministério de Planejamento- para que, assim, a população tenha acesso a esse serviço com qualidade.