A mobilidade urbana no Brasil

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    Deslocamento. Engarrafamento. Desarranjo. Poluição. Conturbação. Essas são algumas constantes que permeiam a discussão sobre a locomoção urbana no Brasil. Assim, mesmo com todo o desenvolvimento social e tecnológico presente, o deslocamento nas cidades ainda está longe de ser o adequado. Nesse sentido, percebem-se dois contribuintes para essa problemática, a falta de planejamento das cidades e o desrespeito no trânsito.
       Nesse contexto, é importante salientar que quase a totalidade das cidades brasileiras não foram planejadas, simplesmente foram crescendo ao acaso sem se pensar no todo. Segundo a revista Veja, a única grande cidade totalmente planejada no Brasil é Brasília, as outras 99,9% foram criadas e estendidas desalinhadamente. Torna-se claro, à vista disso, que uma boa qualidade de locomoção urbana só será alcançada quando essa realidade for mudada.
       Ademais, outro grande fomentador dessa problemática é a falta de respeito e educação no trânsito, onde todo mundo quer ser ''esperto'', o que acaba gerando um onda de transtorno e agressividade. De fato, como disse o humorista Leandro Hassun: ''Mais perigoso do que cavalo na estrada é burro no volante''. Com isso, o respeito e a empatia, como em todas as outras áreas da vida, também são essenciais nessa atividade.
        Fica evidente, portanto, que a elaboração estrutural e a gentileza são fundamentais para uma boa mobilidade urbana. Nesse sentido, faz-se necessário que o Governo, por meio do Ministério dos Transportes, invista pesadamente em planejamento estrutural das cidades e municípios, para que o problema seja tratado em sua essência e não apenas fique sendo remediado paliativamente. Além disso, é preciso que a mídia, por intermédio de seu jornalismo, denuncie e exponha os agressores de trânsito, para que sejam acanhados e constrangidos publicamente. Só assim, os desafios da mobilidade urbana serão minimizados no Brasil.