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    Juscelino Kubistcheck, em 1956, foi eleito prometendo industrializar e modernizar o Brasil através do plano de metas. Entre seus objetivos, estava o rodoviarismo - uma forma flexível e rápida de locomoção. Essa herança histórica acarretou em graves problemas de mobilidade urbana que têm afetado a qualidade de vida da população por suas desvantagens econômicas, ambientais e sociais. 
      Primordialmente, é necessário destacar a falta de planejamento de nossas cidades. Menos de 10% dos municípios brasileiros tiveram plano de mobilidade urbana, nos revelando o motivo da pouca integração entre os modais. Isso dificulta a relação "tempo,custo e espaço" pois além do país possuir uma extensão continental, o modal predominante conta com rodovias lotadas, lentas e com infraestrutura precária.
      Ademais, o tempo gasto na locomoção dificulta o trabalho e a vida das pessoas. Ir e vir com segurança é um direito garantido pela constituição de 1988, e o governo, segundo John Locke, fere o contrato social ao não oferecer isso à população. Soma-se à isso os prejuízos ambientais do sistema rodoviário, já que é o que mais emite dióxido de carbono, principal gás agravador do efeito estufa.
      É mister que o Estado tome providências para superar esse impasse. Para que se cumpra o direito constitucional, urge que o Ministério do Transporte reúna engenheiros e urbanistas afim de promoverem um planejamento de mobilidade que efetive a integração do território através da intermodalidade. Apenas assim poderemos superar o plano que já vigora à 63 anos e elevar a qualidade de vida brasileira.