A mobilidade urbana no Brasil

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    Destoante da realidade ideal, o ambiente citadino segue em direção ao total caos em um elevado nível de desorganização. Nesse sentido, parte do problema está direta e intimamente relacionado ao descaso do poder público em relação ao seu papel fundamental de promover a mobilidade urbana, prezando pela acessibilidade e pelo conforto nesse espaço; e, também, à ignorância da sociedade no que tange conscientizar-se acerca dos meios práticos cabíveis a melhorias desse cenário distópico. Por
    isso, medidas devem ser pensadas se se que trazer aos cidadãos um lugar mais aprazível e digno de se viver.
         Nesse contexto, é perceptível a despreocupação governamental em gerir e estruturar a zona urbana de forma mais coesa e harmoniosa. Por essa perspectiva, por exemplo, a cidade  de Belém, no Pará, segundo matéria da revista Galileu, tem seu sistema de saneamento básico semelhante ao de países europeus do século XVI, o que revela baixíssimo nível de investimentos em infraestrutura dentro do cerne citadino. Assim, esgoto a céu aberto e vias não pavimentadas prejudicam o cotidiano dos cidadãos em um nível sequer imaginado, gerando revolta e indignação diante dessa realidade detrimentosa.
         Outrossim, o cenário declina ainda mais em função da atual incapacidade individual de perceber as iniciativas simples e práticas capazes de amenizar o quadro. Dessa maneira, tem-se, até por conta da falta de investimentos em transporte público e coletivo por parte do Estado, um contexto em que se opta majoritariamente pelo automóvel particular em vez de ônibus e metrôs ou mesmo de bicicletas, meio ecologicamente mais sustentável. Diante disso, os grandes centros lotam-se com o mar de carro e moto e sufocam-se com a cortina de fumaça tóxica responsável por desenvolver uma série de complicações respiratórias nas pessoas, resultando, por fim, em poluição  sonora, visual e atmosférica.
         Destarte, ciente dos problemas atrelados a lógica da mobilidade urbana  no Brasil, é mais que premente a criação de medidas que visem reverter o quadro. Por isso, o Ministério do Planejamento, a quem o problema é precipuamente creditado, a fim de remodelar os ambientes das cidades para promover acessibilidade, fluidez, coesão e harmonia em prol do aumento da qualidade de vida do indivíduo, deve reestruturar o cerne citadino, guiados pelo exemplo de Curitiba, que passou por uma ampla gama de modificações estruturais, intensificado os investimentos nas Secretarias de Desenvolvimento da Infraestrutura. A partir disso, será possível alcançar um patamar de desenvolvimento capaz de respeitar e valorizar a dignidade do cidadão.