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    No ponto de vista histórico, o Brasil sofreu um processo de industrialização tardia e desordenada, acompanhado também de uma grande concentração e má distribuição populacional, gerando uma macrocefalia urbana.Com efeito, esse desacompanhamento infraestrutural reflete diretamente na capacidade de deslocar-se nessas cidades, em que hoje o pleno funcionamento dos diferentes modais é um grande desafio , do qual a sua precariedade compromete a qualidade de vida do cidadão. 
       Nesse contexto,no Brasil existe um déficit na diversificação e desenvolvimento do diferentes modais, dos quais são resultado de práticas históricas como a supervalorização do modelo rodoviário como principal forma de integração entre bairros e\ou cidades.Essas medidas, por sua vez, apesar de terem como foco a mobilidade, acabam gerando um efeito reverso tendo em vista a produtividade, pois resulta na superlotação de ruas e rodovias, diminuindo a velocidade de fluência do trânsito.Vale ressaltar, tendo como base as Evidências do Uso do Espaço da organização Mobilize Brasil, ao comparar o uso de um carro trafegando a 40 km/h, pode levar até 5 pessoas , enquanto um metrô a 30 km/h transporta cerca de 160 passageiros, mostrando assim que a pluralidade de opções de transportes favorece a desconcentração e diminuem a sobrecarga do setor viário.
       Ademais,é notório a negligência em racionalizar o deslocamento e atividades dentro da infraestrutura já existentes, pois não é necessário apenas voltar-se para a construção de mega-estruturas, mas ações como a criação de modelos que priorizam o transporte coletivo e cicloviário em detrimento do privado motorizado. Entre esses, a criação de faixas e corredores para ônibus e bicicletas,a melhora dos veículos públicos ,a incrementação de bicicletas compartilhadas, entre outros.
     Outrossim, é inegável que a falta de medidas para a melhora eficiente do deslocamento urbano interfere diretamente na vida do cidadão, visto que a longa duração do trajeto gera uma perda de tempo irreparável, além de ocasionar um estresse constante, menos tempo de descanso essencial para uma boa qualidade de vida.Sob essa óptica, de acordo com o filosofo Platão, o importante não é apenas viver mas viver bem,e em virtude disso a qualidade infraestrutural urbana está ligada a esse bem estar. 
      Consonante a isso,é imprescindível a atuação do Governo, podendo ter como auxilio setores privados, na criação e manutenção de obras públicas que favoreçam a diversificação dos diferentes modais,como a construção e/ou a melhora do sistema de transportes coletivos,como ônibus e linhas de metrôs, a criação de faixas e corredores exclusivos para ônibus e bicicletas; com a finalidade de aumentar a fluidez do trânsito e diminuir a supersaturação de veículos individuais, ao incentivar o transporte coletivo, gerando assim um aumento na mobilidade urbana e na qualidade de vida dos cidadãos.