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    No governo do então presidente Juscelino Kubistchek, o lema pregado era de prosperidade e avanço: “50 anos em 5”. Dessa maneira, com o intuito de desenvolver o país, muito investiu-se na construção de estradas e a compra de veículos passou a ser incentivada, através de financiamentos e créditos. Hodiernamente, as cidades brasileiras enfrentam muitos problemas devido ao excesso de veículos e consequentemente à falta de mobilidade urbana. Nesse sentido, dois desafios mostram-se relevantes para reversão do quadro: a atuação do Governo e a mudança de mentalidade da população.       Em primeiro lugar, é pertinente elencar que o Estado já identificou problemas generalizados na mobilidade urbana e possíveis soluções para essa. Dessa forma, em 2015, o transporte passou a ser direito social na Constituição Federal e foi criada uma lei que incentiva a priorização do transporte coletivo, público e não motorizado em vez de individual, particular e motorizado. Porém, na prática, faltam medidas que assegurem seu cumprimento, e assim, nada mudou no cenário caótico e cheio de engarrafamentos que é o trânsito brasileiro. Faz-se necessário, portanto, a implantação de políticas que visem fazer cumprir o que diz a Carta Magna para que assim contorne-se a atual falha estatal em tratar o problema. 
           Em segundo lugar, deve-se abordar a importância de alterar a mentalidade da população, uma vez que anúncios publicitários na televisão e revistas passam a ideia de “liberdade” com a compra do veículo próprio (carro) e incentivam esse ato, assim como oferecem descontos imperdíveis. Mas, é fato que as cidades não comportam tamanho número de veículos e assim, a cada compra, a realidade limita a tal “liberdade” a congestionamentos maiores ainda. Então, é preciso que a população saiba que deve evitar ao máximo veículos particulares e optar por aqueles coletivos, públicos e não motorizados para que realmente se tenha mobilidade nas áreas urbanas agora e no futuro. 
           Logo, para um trânsito saudável e fluído nas cidades, o Governo, através do Ministério da Infraestrutura, prefeituras e da ajuda financeira de empresas privadas simpatizantes com a causa, fiscalize e exija máxima qualidade nos transportes públicos, construa ciclovias interligando a maior parte das cidades, disponibilize aluguel de bicicletas, diminua a arrecadação tributária sobre serviços de transporte de passageiros e destine verba para elaboração e veiculação de anúncios publicitários que incentivem o uso do transporte público.