A mobilidade urbana no Brasil

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    O fenômeno do inchaço urbano decorrente da imigração no século XX e da procura por postos de trabalho fez com que cidades como São Paulo crescessem exponencialmente. Todavia, o primeiro impacto característico desse processo é na mobilidade urbana, principalmente pelo transporte coletivo ser desprezado e a infraestrutura ser precária.
               Em primeira análise, é preciso lembrar do que ocorreu com a atriz Lucélia Santos em 2014, que foi alvo de piadas por estar deslocando-se de ônibus. Indubitavelmente, a sociedade tem o pensamento de que andar de locomoção coletiva é decadente e não trás prestígio social, assim o trânsito nas grandes cidades é diretamente afetado por essa interpretação equivocada. Logo, existe uma necessidade de criar mecanismos para reformular a maneira com que os veículos de massa são vistos para garantir que seu uso seja amplo.
                 De maneira análoga, o filósofo Francis Bacon afirma que o dinheiro só é bom se for bem distribuído. Nesse sentido, a má destinação das verbas públicas para a infraestrutura do transporte torna-o inacessível do ponto de vista socioeconômico. Assim, o cidadão opta pelo carro por não ter linhas que cheguem até o local de trabalho, pelo alto valor das tarifas e pelo conforto na locomoção ser quase inexistente a ponto de nem os governantes utilizarem.
             Em suma, a mobilidade urbana é prejudicada pela quantia de veículos que trafegam diariamente e isso poderia ser minimizado com o uso de locomoções coletivas. Portanto, cabe ao Ministério do Transporte investir no número de ônibus e metrôs em circulação, aprimorando a qualidade do serviço prestado e reduzindo as tarifas. Além disso, o mesmo pode fazer campanhas em empresas para estimular o uso de ônibus, oferecendo descontos em cinema e teatro pra quem aderir, a fim de atenuar o problema e possibilitar uma mudança no comportamento social dos indivíduos.