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    Na pós-modernidade verifica-se uma intensificação da problemática acerca da mobilidade urbana no Brasil, uma vez que o país enfrenta diversos impasses no que se refere a alternativas modais para aumento dos fluxos. Nesse sentido, convém analisarmos as principais causas, consequências e possíveis soluções na conjuntura contemporânea.
     É relevante abordar, primeiramente, que a década de 50 trouxe uma explosão do rodoviarismo desencadeado pelo presidente Juscelino Kubitschek, por conseguinte, a sociedade brasileira tornou-se dependente das rodovias sem perceber. Para comprovar tal aspecto, de acordo com o site de notícias R7, o brasileiro passa quase 40 dias por ano no trânsito nas capitais, certamente fruto dessa política implementada. Dessa maneira, é inviável o modo como as ferrovias são negligenciadas pelo governo.
     Deve-se abordar, ainda, que a alta dos preços no setor terciário - comércio e serviços - é consequência direta da falta de participação de outros meios de transporte, haja vista como o escoamento dos produtos é feito de maneira errônea economicamente. Prova disso, cita-se a frase do filósofo Habermas, "A sociedade é dependente da crítica às sua próprias tradições", isto é, uma zona de conforto a qual deve ser repelida pelos indivíduos. Logo, é indiscutível que há alternativas eficazes para contornar essa problemática.
     Evidencia-se, portanto, a necessidade de reorganização das prioridades do país. Cabe ao Ministério da Infraestrutura criar uma interligação entre as regiões, por meio de um projeto ferroviário, dutoviário e hidroviário, uma vez que os estados carecem destes meios, com a ajuda do Ministério da Fazenda para relatar a situação econômica. Espera-se, com isso, que os cidadãos entendam a ação comunicativa de Habermas - em que o consenso entre as partes é o caminho - e que permear-se-á na sociedade.