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          Assim como no Plano de Metas de Kubitschek, reinventar a forma como transitamos nas cidades brasileiras tem sido desafiador. Isso deve-se, dentre outros motivos, por questões culturais e de segurança. Assim, pensada por uma minoria, para uma minoria, a mobilidade urbana no Brasil restringe o acesso aos bens urbanos, reforçando privilégios já existentes.
          Na década de 50, a indústria automotora iniciou sua jornada de destaque no cenário brasileiro. Para além do conforto, o carro passou a ser visto como indicador social, tornando-se desejo de consumo generalizado. Tal contexto, aliado aos incentivos fornecidos pelo governo a esse segmento e o crescente poder de consumo da população corroboraram progressivamente para a manutenção de oferta-procura, culminando no excesso de veículos nas vias urbanas. Desde então, a ocorrência de congestionamentos tem se tornado mais frequente, intensa e generalizada, como aponta pesquisa realizada pela empresa de táxi 99, que afirma que o tempo de deslocamento pode ser aumentado em até 102% em horários de pico.
            Mediante isso, cresce a insatisfação de transeuntes urbanos acerca dos desafios enfrentados diariamente, elevando o número de pessoas que têm buscado formas alternativas de se deslocarem nesse panorama caótico. Todavia, a falta de segurança ainda é um fator restritivo desse fenômeno. Por um lado, a crescente criminalidade urbana estimula o uso de carros próprios em detrimento dos coletivos, favorecendo a superlotação viária por automóveis de pequeno porte. Por outro lado, os recorrentes atropelamentos de ciclistas e pedestres ameaçam a integridade física desses grupos que, muitas vezes, acabam recorrendo novamente aos meios de transporte convencionais.  Desse modo, o congestionamento torna-se inevitável.
          Face ao exposto, fica patente a necessidade de intervenções eficientes com o fito de evitar um colapso. Para tanto, é válida a criação de ciclovias pelo governo municipal e a devida punição de motoristas imprudentes. Além disso, o incentivo ao uso de transportes alternativos deve ser objeto de discussão em escolas, Secretarias de Transporte e mídias televisivas. Desse modo, pretende-se tornar efetivamente viável pelo menos uma das formas alternativas de transporte, efetivando a prioridade dada a pedestres e ciclistas, prevista na Lei da Mobilidade Federal, de 2012. Assim, pretende-se reduzir adequadamente o tempo empregado nos trajetos urbanos.