A mobilidade urbana no Brasil

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    O jargão popular – um tanto quanto questionável - “tempo é dinheiro”, nunca se aplicou tão bem em uma situação coma a da mobilidade urbana brasileira. Uma vez que os congestionamentos no Brasil geram uma perda anual de 267 bilhões, segundo a Quanta Consultoria, além do impacto direto na qualidade de vida das populações urbanas. Diante disso, urge análise: da ineficiente integração entre os modais no cenário urbano nacional; e de possíveis caminhos para solucionar o atual caos urbano no Brasil.
        Com base em dados públicos do trânsito – um paulistano perde em média dois meses de sua vida, todo ano, literalmente parado no trânsito. Sendo isso, o resultado de “um projeto” de mobilidade urbana ineficiente e que em quase toda sua totalidade privilegia o transporte individual em detrimento do transporte em massa. Como também, o fato de os modais (ônibus, metrô, ciclovias, VLT etc.) não terem sido pensado, de modo que, fossem complementarem uns aos outros – ou seja, integrados. Dessa forma, a falta de integração acaba sendo um dos principais obstáculos da mobilidade urbana nacional.      Além da pouca integração, o alto privilegio do transporte individual (carro) acaba por contribuir para o atual caos urbano brasileiro. Na contramão nacional, Londres, Tóquio, Nova York que são grandes metrópoles mundiais, investirão e investem cada vez mais em transporte de massa- especialmente o metrô. Já que o metrô tem se mostrado um dos principais caminhos para a mobilidade urbana; seja pela sua pontualidade, grande numero de passageiros, menores impactos ambientais, etc. Bem como, o fato de ser subterrâneo, acaba possibilitando ampliar ciclovias e privilegiar o trânsito de pedestres.         Portanto, cabe ao poder público um efetivo estudo e planejamento em longo prazo do espaço e transporte urbano, a fim de privilegiar o transporte de em massa, mas ainda uma efetiva integração entre os modais. Assim como, repensar a arquitetura urbana buscando privilegiar ciclovias e o próprio trânsito de pedestres – tudo isso com um sólido estudo e planejamento em longo prazo - para que enfim, possa-se solucionar o atual caos da mobilidade urbana nacional.