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    A mobilidade urbana diz respeito ao deslocamento de uma população no espaço urbano. No Brasil, a mobilidade urbana é um direito constitucional, porém, apesar de ser um direito de todos, está longe de ser boa ou adequada. O trânsito caótico das cidades, bem como a qualidade precária do transporte público coletivo, ferem diretamente a saúde e bem estar do cidadão. Ademais, a poluição gerada pelo excesso de veículos é uma questão que vai além da preocupação local, tornando-se um problema de esfera global.  
          A priori, de acordo o censo de 2010 realizado pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), 84,4% da população brasileira vive em áreas urbanas, e a prospecção para as próximas décadas é que esse índice aumente. O crescimento da população urbana não acompanhou, entretanto, o desenvolvimento da mobilidade nas cidades. Dois terços dos trabalhadores brasileiros utilizam do transporte público e gastam mais de uma hora e meia, em média, nesse transporte. Diversas vezes é preciso fazer a troca de modais, além da lotação de pessoas que se deslocam sem conforto algum. Somado a esses problemas, as passagens só encarecem e o transporte alternativo e sustentável ainda é perigoso por falta falta de vias próprias e seguras para sua utilização. 
    
          Além disso, o incentivo do Governo para a compra de automóveis - a partir da redução de impostos como o Imposto sobre Produto Industrializado (IPI) - agravou ainda mais a questão do trânsito nas ruas e também a poluição gerada. Dados do Instituto de Pesquisa Econômica e Aplicada (IPEA) mostram que os veículos emitem 60% dos poluentes que são respirados nas cidades. O crescimento dos números de casos de doenças respiratórias da população é alarmante, mas os gases gerados afetam a atmosfera como um todo, sem distinção de localidade, sendo, portanto, um problema de escala global.
    
          Urge, portanto, ações de políticas públicas que visem o desenvolvimento da mobilidade urbana brasileira. Cabem aos Governos Municipal, Estadual e Federal, em conjunto com o Ministério da Infraestrutura, executarem os projetos aprovados e pautados pela Lei de Mobilidade Urbana, a fim de melhorar a qualidade dos transportes públicos coletivos e a fluidez do trânsito nas cidades. Essas ações atuarão diretamente na qualidade de vida de toda a população. É imprescindível ações de conscientização, sejam nas escolas ou por meio de campanhas públicas, sobre a periculosidade das emissões de gases causadores do Efeito Estufa, tanto na saúde individual, como a nível ambiental mundial. A preservação do meio ambiente é um problema presente e também futuro e cuidar do planeta é necessário para que a vida na Terra seja possível.