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    Durante a Idade Média, sucedeu o processo de industrialização nas metrópoles, a revolução industrial, tendo como principal fator a substituição do trabalho artesanal, manufaturado, pelo assalariado, com o desempenho das máquinas. Com isso, recorrendo à melhores condições de sustentabilidade, houve o processo de migração dentre pessoas do campo para grandes centros urbanos, alcunhado de êxodo rural, possibilitando a facilidade de deslocamento da população no perímetro metropolitano. Contudo, convém ressaltar que no Brasil, muitas dessas locomoções, ocasionam em pouca oferta de mobilidade para atender o remanescente de passageiros que necessitam de transporte público, resultando diretamente a busca pelo veículo individual, provocando a super lotação de automóveis nas avenidas.
       Segundo o sociólogo polonês Zygmunt Bauman, em sua obra instituições zumbis, afirma que alguns institutos sociais perderam sua função sociável mas se mantêm à quaisquer fadigas, redarguindo á associações que não cumprem seu devido papel na sociedade. Sob esse viés, a instituição zumbi, dita por Bauman, pode ser representada pelos meios públicos de transporte brasileiro, que, de forma desordenada e escassa, não é apta para a demanda de transientes. Por conseguinte, tal estereótipo está associado, por grande parcela do corporativo social, como trabalhadores e estudantes, em essencial e imprescindível, no entanto, tal relevância é ignorada pelos agentes governamentais, atenuando a falta de flexibilidade e acessibilidade com a população. 
    
      Com o processo de fordismo em 1914, produção em massa, houve o excesso de produtos no mercado automobilístico e industrial daquela época. Destarte, contemporaneamente, que juntamento com a ascensão da urbanização, crescimento das cidades, a intensificação de veículos privados tornou-se abrangente, para melhor locomobilidade, porém, acarretando em trânsito lento. Assim, a continuidade do pensamento mobilístico, em demasia fabricação, atenuará como adversidade para a melhora do tráfego. 
    
     Diante do exposto, sabe-se que a sociedade atual, acelerada e sintética, ainda apresenta intervenções à serem solucionadas. Para a conscientização da população brasileira a respeito dos impasses, urge que o Ministério do desenvolvimento, avance na criação de hidrovias, identificando lugares com aptidão, aproveitando os rios como meio de transporte. Ademais, cabe ao Estado, usufruir do seu poder persuasivo para determinar novos horários para utilização dos carros privados, por intermédio de leis e fiscalização, a fim de melhor movimento nas vias urbanas. Somente assim, poder-se-á reverter um globo análogo a falhas, havendo insatisfação perante o problema, que, narrado por Oscar Wilde em seu posicionamento governamental, é o primeiro passo para o progresso de uma nação.