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    Não há como negar que a mobilidade urbana brasileira é um problema estrutural. Devido a rápida e desordenada ocupação do território urbano do país, criou-se o pensamento de que quem possuía mais dinheiro, logo deveria morar mais perto do trabalho. Além disso, as condições precárias do atual transporte público, transformaram o que deveria ser uma solução, em mais um problema.
     Primeiramente, entende-se que a ocupação territorial do espaço urbano brasileiro foi feita de maneira oposta ao dos países desenvolvidos. Em países desenvolvidos, como Londres, a ocupação das cidades foi feita de maneira mais ordenada, as pessoas optavam por ocupar as áreas mais periféricas, ao contrário do Brasil, em que periferia é sinônimo de classe baixa. Segundo o IBGE, 76% da população brasileira vive em cidades, portanto, essa grande concentração de pessoas em centros e todas elas fazendo o uso de em média, um automóvel por pessoa, o resultado são inúmeros congestionamentos e acidentes.
     Em segunda instância, as pessoas criaram um certos preconceito em relação ao transporte público. Da mesma forma, grande parte das pessoas pensam que quem possui dinheiro deve ter seu carro próprio, como consequência, o Brasil detém de uma extensa frota de automóveis. Entretanto, o transporte público apresenta certos problemas, por exemplo, a falta de manutenção e segurança, além dos altos preços das passagens. Diminuir a frota de veículos só tem a acrescentar, como a diminuição dos poluentes, bem como a redução no número de acidentes, que segundo a OMS, só em 2013 ocorreram mais de 40 mil mortes nas estradas brasileiras.
     Portanto, cabe aos gestores públicos realizarem um melhor planejamento urbano, por meio de melhorias na manutenção dos transportes públicos, visando maior segurança. Ademais, a construção de ciclovias é uma medida que visa as pessoas adotarem um meio de transporte gratuito, mais saudável e que não gera congestionamentos.