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    Durante a república oligárquica brasileira, o presidente Washington Luís, em seu mandato, afirmou: "governar, é pois, fazer estradas" em referência ao rodoviarismo que iria implantar. Contudo, os massivos investimentos no transporte rodoviário, que o tornaram o maior modal do país, não impediram que apresentasse falhas, como é perceptível na deterioração das estradas. Portanto, essas falhas são suscitadas pela gestão pouco hábil do transporte e na cultura rodoviarista brasileira.  Cabe destacar, a princípio, os efeitos adversos gerados por uma gerência pouco apta. Esse quadro é ratificado pela pesquisa do IBGE, Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística,que afirma que cerca de 62% das cidades do país não possuem ônibus municipal. Além disso, as cidades que possuem apresentam uma frota despreparada para a prestação de serviços, com atrasos e superlotação nos horários de pico. Dessa forma, a inaptidão gerencial do Poder público municipal relega a população a uma situação precária. Ademais, o fascínio da sociedade pelos automóveis impede a redução de sua frota, gerando intensos congestionamentos pelo território. Nesse corolário, os carros no Brasil são considero itens de luxo e status social, dificultando o abandono dos mesmos por seus usuários. Entretanto, a substituição de carros por transportes públicos ou alternativos poderia reduzir os problemas de saúde, pois consoante o Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada, os veículos são responsáveis por boa parte do estresse e fumaça das cidades. Desse modo, a supervalorização dos carros na sociedade impede seu progresso sustentável e sua mobilidade urbana. Dado o exposto, ações devem ser tomadas contra esse quadro. Então, a sociedade deve cobrar providências do Poder público por meio de abaixo-assinados e manifestações, pedindo o cumprimento de leis que balizam a urbanização, como a lei da mobilidade urbana, para que assim sejam criados mais serviços de transporte, bem como uma melhor manutenção dos já existentes. Outrossim, as instituições de ensino e o Ministério da Saúde, tem o dever de instruir a população com palestras e campanhas pela cidade sobre como uma frota grande causa perda de tempo em engarrafamentos e também problemas respiratórios, conscientizando a sociedade para que haja menos carros nas ruas. Assim, a mobilidade urbana no Brasil será um obstáculo ultrapassado.