A mobilidade urbana no Brasil

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    Locomover-se é um direito proposto, desde o século XX,  no artigo 13 da Declaração Universal dos Direitos Humanos. No entanto, após 70 anos do documento, a mobilidade urbana ainda é ineficiente. Isso se evidencia não só pelo apoio irrestrito ao automóvel individual, como também a  urbanização acelerada sem apoio estrutural. 
        Inicialmente, um entrave para a locomobilidade nas cidades é a  cultura da supervalorização dos veículos particulares. De fato, tal atitude, como consequência da política governamental adotada pelo Juscelino Kubitcheck, o trânsito tornar-se a "aterosclerose urbana". Assim como na doença, que o excesso de gordura causa a diminuição do fluxo sanguíneo, há o "entupimento" das cidades ,causada pelo excesso de veículos circulantes. 
        Outro desafio enfrentado, é a falta de estrutura  das cidades. O Brasil possui poucas cidades que foram, de fato, planejadas. Mas, mesmo as planejadas, como Brasília e Goiânia, já ultrapassaram a quantidade de moradores para que foram projetadas. Sendo assim, os transportes coletivos deveriam ser prioridade para um maior fluidez nas cidades.
         Portanto, as Secretarias dos Transportes Metropolitanos de cada estado devem ampliar a quantidade de linhas de metrô no território brasileiro, por meio de maiores investimentos financeiros e fiscalização das obras. Assim, garantindo o pleno bem-estar da população, desincentivará a busca pelo transporte individual e facilitará a locomoção urbana no Brasil. Dessa forma, o Brasil se distanciará de seu passado histórico, rumo a uma mobilidade adequada e digna.