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    Eclosão desproporcional
     Em 1861 foi inaugurada, pelo imperador Dom Pedro II, a primeira rodovia pavimentada, que liga Petrópolis (RJ) a Juiz de Fora (MG), na qual tinha o objetivo de escoar a produção cafeeira e aumentar a mobilidade das pessoas, a partir daí novos projetos surgiram e posteriormente veículos públicos, visando o transporte em massa, no  entanto essas tecnologias não acompanharam o engrandecimento da sociedade. 
     O mau planejamento das cidades se apresenta como uma das principais adversidades a serem superadas. A cidade de São Paulo, por exemplo, fora projetada com o intuito de servir à sociedade dos séculos passados, contudo, essa não é a mesma, suas necessidades e tamanho mudaram, enquanto muitas vias de locomoção se mantiveram iguais. Em decorrência disso, o número de veículos nas escassas ruas geram obstruções das mesmas, que segundo o site de notícias G1 leva a uma perda de mais de 267 bilhões de reais, por ano, no Brasil.
     Vale ressaltar também a precariedade nas frotas públicas. Segundo pesquisas da Associação Nacional de Transportes Públicos, a satisfação, quanto as linhas de trens e metrôs, caiu de 95% para 65%, entre os anos de 2004 a 2014. A principal decorrência desse fato se dá pela superlotação, demora para construir novos trechos e o atraso nos horários, gerando assim uma perda na economia do país, uma vez que esse tempo perdido poderia ser investido em atividades laborais ocasionando na movi-mentação do capital.
     Nessa óptica, nota-se a necessidade de melhorias objetivando o fluxo populacional mais eficiente. As prefeituras devem, por sua vez, fazer parceiras públicos privadas com empresas de engenharia civil, como forma de impulsionar as projeções e execuções de obras de adaptação de avenidas e expansão das linhas e frotas do transporte coletivo, a partir de incentivos tributários. Dessa forma, as cidades estarão mais adeptas a suportar a real demanda.