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    No governo de Juscelino Kubitschek a indústria automobilística recebeu grande destaque, recebendo altos investimentos para a sua consolidação em território brasileiro. Atualmente, os veículos não são novidades nas ruas, entretanto, por sua enorme quantidade, contribuem para a enorme dificuldade de locomoção dos cidadãos. A falta de projetos de mobilidade urbana geram estresse para os brasileiros, causando problemas de saúde, além de gerar enormes consequências para o meio ambiente.
       De acordo com o SPC, Serviço de Proteção ao Crédito, o brasileiro passa, em média, aproximadamente, 38 dias por ano no trânsito. Essa dificuldade para se locomover acaba provocando estresse, devido às longas horas esperando no tráfego, como também ansiedade e acaba usurpando horas de lazer dos cidadãos. Assim como, no decorrer dos anos, os poluentes liberados pelos automóveis, podem causar graves problemas respiratórios. Contribuindo para o problema, o brasileiro não pode contar totalmente com o transporte público, pois estão sempre lotados, as passagens são caras e a falta de integração entre os sistemas de transporte decepciona. Fazendo com que as pessoas sonhem em comprar veículos privados, o que dificultará ainda mais a mobilidade. 
         Além disso, de acordo com Paul Watson, cofundador do "Greenpeace", a inteligência é demonstrada pela habilidade das espécies em viver em harmônia com o meio ambiente. O ser humano está se distanciando cada vez mais dessa concepção, dando prioridade ao transporte privado que, além de dificultar a locomoção, irá liberar na atmosfera enormes quantidades de poluentes. Esses gases, como o dióxido de carbono, provocam o aquecimento global que implica no derretimento de geleiras - que aumentará o nível dos oceanos -, aumenta a acidez dos mares - que compromete a vida dos animais marinhos - e prejudica todos os seres vivos no planeta - que terão seus hábitos alterados 
         Dessa forma, ficam evidentes as consequências que a falta de medidas que garantam a mobilidade urbana podem causar. Para contornar essa situação é preciso que os municípios invistam nos transportes públicos, por meio do aumento das frotas de ônibus, pela criação de ciclovias e pela maior fiscalização destes, criando um órgão que seria responsável unicamente por essa tarefa, a fim de que os brasileiros consigam evitar o estresse e consigam se mover de maneira sábia. Ademais, é necessário que o Ministério do Meio Ambiente promova campanhas, na televisão, nas redes sociais e nas escolas, sobre a importância do uso de formas de transporte alternativas, alertando para o aquecimento global, para que os cidadãos fiquem atentos aos impactos que produzem no ambiente. Dessa maneira, os seres humanos estariam demonstrando suas inteligências.