A mobilidade urbana no Brasil

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    No Brasil, durante o Governo de Juscelino Kubitscheck foi desenvolvido um plano de metas que impulsionou a indústria automobilística. Tal fato contribuiu para o surgimento da cultura do carro, visto o deslumbramento em adquirir um automóvel. Embora benéfica para o crescimento econômico canarinho, a medida gerou a aglomeração de carros nas cidades, basta ver os engarrafamentos, e ofuscou os projetos de transportes sustentáveis e da valorização do transporte público, moldando o padrão de locomoção tupiniquim. Nesse contexto, faz-se fundamental analisar os fatores que impedem o incremento da mobilidade urbana efetiva e sustentável.
      A priori, nota-se a negligência do poder público diante dos imbróglios referentes ao desequilíbrio na gestão dos transportes urbanos. Haja vista habituais congestionamentos devido, muitas vezes, à escassez de condução pública de qualidade que fazem os brasileiros repensarem o seu uso. Assim, contata-se divergência à tese defendida pelo filósofo Francis Bacon, "o homem deve criar as oportunidades e não somente encontrá-las", isto é, o governo vigente não concatena discussões e não estimula a pauta da locomobilidade e, consequentemente, não resolve os problemas. Além disso, é quase ausente o debate sobre a locomoção pró-ambiente no congresso nacional, porquanto há falta do aperfeiçoamento de espaços que permitam o deslocamento limpo, como ciclovias. Dessa forma, engarrafamentos tornam-se comuns e transportes alternativos, esquecidos. 
      Outrossim, a herança histórico-cultural é contraproducente e agrava o problema. Isso acontece em virtude da cultura do carro difundida em meados da década de 60, a qual possuir um carro agrega status social e, assim, objetivo de tantos brasileiros. Recém, um estudo feito pela OICA divulgou que o número de automóveis já somam 1,215 bilhão em todo o mundo, o que assustou grande parte dos canarinhos, porém nada fazem para reverter o cenário. De acordo com o artista George Shaw, "aqueles que não mudam suas mentes não podem mudar nada", ou seja, a sociedade tupiniquim necessita reconsiderar seus ideais para vivenciar mudanças. Como consequência do raciocínio vetusto, o povo brasileiro não tem boa qualidade de locomoção e, geralmente, prefere dirigir. 
      Torna-se evidente, portanto, que a mobilidade urbana no Brasil é desconsiderada por muitos e sua forma sustentável é quase utópica. Desse modo, para amenizar esse revés, cabe ao ministério dos transportes a criação de projetos imediatos para melhorar as condições dos transportes públicos, como o aumento da frota de ônibus com ar condicionado; cabe ao ministério das cidades a manutenção e criação de ciclovias para induzir o transporte limpo e desobstruir os congestionamentos; ademais, cabe à mídia a divulgação dos males causados pela utilização exagerada dos carros com o intuito de acabar