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    O ex-presidente do Estado de São Paulo, Washington Luís, durante seu mandato, tinha como lema "governar é abrir estradas", posteriormente, análogo ao seu pensamento, tivemos o presidente Juscelino Kubitschek que teve como principal meta o desenvolvimento do país no setor de transporte rodoviário. Entretanto, no decorrer da formação do Brasil, houve um limitado investimento no transporte público. Tal fato, acarretou no crescimento da cultura do transporte individual, que atualmente mais afeta a mobilidade urbano de grandes centros.
          Segundo a Mobilize, menos de 10% dos municípios brasileiros têm plano de mobilidade urbano, entretanto, o país tem a média de um carro para cada quatro pessoas. O crescimento da procura por transporte individual combinado a falta de infraestrutura nas metrópoles causa uma perda de 267 bilhões de reais por conta dos congestionamentos. A preferência pelo transporte individual evidencia a precarização do transporte público, que não dispõe de qualquer tipo de conforto e segurança aos usuários de tal meio. 
          Vale salientar que a cultura do transporte individual é impulsionado pelo consumismo e empregado pelo rejeitamento de tudo que é de origem pública, ou seja, a depreciação do que é oferecido aos cidadãos. O desenfreado consumo por automóveis no Brasil gera um falso esteriótipo de sucesso aos possuidores. O volume de veículos cresceu em 1,2% no ano de 2017, segundo a Sindipeças. Esta informação reforça o crescimento da individualidade do transporte e do desejo em possuir um automóvel particular no país.
    
          O Estado, como principal responsável do bem estar da sociedade, deve ampliar seu sistema de redes de ônibus e metrôs e estimular o uso de transportes alternativos, como bicicletas e patins. Por meio de investimentos da infraestrutura das cidades brasileiras, objetivando uma redução na frota automobilística atual e oferecendo uma melhora na condição de vida da população.